Embraer reforça visão positiva e ação sobe após melhor dado de entregas em 16 anos

A Embraer (EMBJ3) informou nesta quinta-feira que entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, o que representa um aumento de 7% em relação ao segundo trimestre de 2025, registrando seu melhor desempenho de entregas no período durante os últimos 16 anos. Por volta das 10h20 (horário de Brasília) desta sexta-feira (3), as ações da fabricantes de jatos subiam 1,68%, a R$ 84,50.
O JPMorgan avalia como positiva a divulgação dos dados de entregas da Embraer no segundo trimestre de 2026. Em relatório assinado pelos analistas Marcelo Motta, Jonathan Koutras e Seth Seifman, o banco destaca que a companhia entregou 65 aeronaves, acima da estimativa da instituição, de 61 unidades.
Pelos cálculos do JPMorgan, o mix de entregas do segundo trimestre implica uma receita de aproximadamente US$ 2,05 bilhões, cerca de 8% acima do consenso de mercado, de US$ 1,91 bilhão, e em linha com a projeção do banco, já que o maior número de jatos executivos compensou o menor volume de entregas da família E2.
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O banco apontou que já esperava uma reação positiva das ações, destacando que a Embraer segue avançando na estabilização de sua produção e que os números do trimestre superaram as expectativas do mercado.
Na avaliação do JPMorgan, a Embraer negocia atualmente a 8,1 vezes o valor da firma sobre o EBITDA (EV/EBITDA) projetado para 2027, abaixo de concorrentes como Airbus, a 12,1 vezes, Bombardier, a 14,6 vezes, e Boeing, a 24,3 vezes. Em termos de valor da firma sobre carteira de pedidos (EV/Backlog), o múltiplo da Embraer é de 0,36 vez após as entregas do segundo trimestre, inferior à média de aproximadamente 0,40 vez observada no acumulado do ano.
O Bradesco BBI também avalia o anúncio como positivo para a Embraer. Segundo o banco, o número de entregas superou tanto suas projeções quanto as do consenso, o que pode resultar em uma revisão para cima da estimativa de receita do segundo trimestre em cerca de US$ 30 milhões (1%) para o BBI e US$ 45 milhões (2%) para o consenso, impulsionada principalmente pelo forte desempenho da divisão de aviação executiva.
Além disso, os analistas do BBI avaliam que o maior volume de entregas pode favorecer as margens da companhia por meio de uma melhor diluição dos custos fixos nas divisões de aviação comercial e executiva, embora ressalte que a composição da base de clientes também influencia a rentabilidade e ainda não foi divulgada.
O banco acrescenta que os dados do segundo trimestre indicam uma distribuição mais equilibrada das entregas ao longo do ano, especialmente na aviação executiva. No segmento comercial, a Embraer já entregou 36% da meta anual, ante 33% no mesmo período de 2025 e uma média histórica de 34% nos últimos quatro anos. Na aviação executiva, o percentual alcançou 45% da orientação, acima dos 39% registrados um ano antes e da média de 34% no mesmo período.
Segundo o Itaú BBA, as entregas do primeiro semestre indicam que a companhia está no caminho para cumprir seu guidance de 2026 e reforçam a evolução da estratégia de nivelamento da produção. O banco destaca que o crescimento de aproximadamente 20% nas entregas do primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado sugere uma expansão mais moderada no segundo semestre.
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A XP Investimentos destaca a melhora nas entregas como um fator positivo para o segundo trimestre de 2026, com a composição potencialmente contribuindo para o aumento da lucratividade em relação ao trimestre anterior.
O BBI, BBA e JPMorgan manteve recomendação de compra para Embraer, com preço-alvo de, respectivamente, US$ 84, US$ 70 e US$ 80.
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