Economia

Putin e Trump conversam sobre guerra na Ucrânia e cúpula da Otan em telefonema

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram neste sábado a guerra na Ucrânia e a próxima cúpula da Otan na Turquia, em uma ligação telefônica.

Putin parabenizou Trump pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos durante a conversa, que durou 85 minutos, informou Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, em mensagem de áudio enviada a jornalistas.

“Os presidentes naturalmente abordaram o tema de uma solução para a Ucrânia, inclusive à luz da participação de Trump na cúpula da Otan na Turquia, em 7 e 8 de julho”, disse Ushakov. “O presidente americano reafirmou sua disposição de contribuir para um fim rápido das hostilidades e para a busca de soluções que superem a crise.”

Newsletter

Receba em primeira mão as manchetes do InfoMoney

Segundo Ushakov, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner continuarão os esforços de mediação e estão prontos para viajar a Moscou quando for conveniente. “O lado russo enfatizou sua preferência por uma solução política e diplomática para o conflito, levando em conta as abordagens fundamentais da Rússia”, afirmou.

Putin também apresentou a Trump a avaliação russa sobre a situação atual no campo de batalha. De acordo com Ushakov, os dois presidentes “destacaram a importância de manter o contato, inclusive sobre questões político-militares e econômicas”. Eles também discutiram a situação envolvendo o Irã.

Trump participará da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que começa na terça-feira, na Turquia. O presidente americano tem pressionado outros membros da aliança a assumirem uma parcela maior do custo da defesa da Europa. Ao mesmo tempo, ordenou ao Pentágono cortar o número de tropas no continente — movimento que pegou aliados de surpresa — e reduziu os recursos militares que Washington poderia oferecer em uma eventual crise.

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse que o apoio contínuo à defesa da Ucrânia será um dos focos do encontro em Ancara, depois de a Rússia ter realizado na quinta-feira um dos ataques aéreos mais intensos do ano contra Kiev, matando 30 pessoas na capital ucraniana. As forças russas também atingiram as regiões de Kharkiv, Sumy, Dnipro, Zaporizhzhia e Cherkasy.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia ampliou o alcance e a intensidade de seus ataques com drones e mísseis dentro da Rússia, provocando alertas em quase metade das regiões do maior país do mundo ao longo deste ano. Kiev também intensificou os ataques contra refinarias russas, causando paralisações nas unidades e escassez de gasolina.

Trump e Putin já haviam conversado no mês passado, em uma discussão que Ushakov classificou como “amigável e franca”, por ocasião do aniversário de 80 anos do presidente americano. Após aquela ligação, o assessor também afirmou que Witkoff e Kushner, genro de Trump, planejavam retornar em breve à Rússia, sem dar mais detalhes.

Continua depois da publicidade

As negociações mediadas pelos Estados Unidos para encerrar a invasão em larga escala lançada por Putin contra a Ucrânia, agora já no quinto ano, perderam força em meio à guerra envolvendo o Irã.

Na noite de sexta-feira, Putin afirmou que as forças russas haviam assumido o controle de Kostiantynivka, um centro logístico estratégico na fortificada região oriental de Donetsk, na Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a afirmação neste sábado e disse que a alegação é falsa. Em publicação na plataforma X, classificou a declaração como “mais uma mentira russa para gerar algum tipo de manchete” e afirmou que a cidade, fortemente bombardeada, segue sob controle ucraniano.

Infomoney

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo