Política

O sentimento entre governo Lula e Márcio França que levou à escalação como vice de Haddad

Aliados admitem que Márcio França ficou bastante resignado com a escalação para ser o vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

De acordo com interlocutores, essa teria sido mais uma das decepções impostas pelo governo Lula, assim como quando migrou de ministério mesmo contra a sua vontade.

Dentro do governo, porém, há quem diga que também há muita decepção com ele: entregou bem menos do que se imaginava e ficou bem aquém das performances de Geraldo Alckmin e Simone Tebet, que até antes da eleição de 2022 poderiam ser vistos como estranhos no ninho petista.

Isso teria contribuído para que ele ficasse com a vaga de vice e Simone e Marina Silva fossem os nomes escolhidos para disputar cadeiras no Senado.

Apesar disso, aliados de França reconhecem que, no fim das contas, o saldo é positivo: saiu ganhando com o próprio Lula e com Haddad, possível ministro da Casa Civil em um eventual governo Lula 4.

E mais: caso Haddad vença a disputa contra Tarcísio de Freitas, ele herdaria o governo paulista em 2030, porque o petista deve sair do posto para concorrer ao Planalto.

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