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Atriz de ‘O Clone’ morreu aos 64 anos após diagnóstico devastador

A atriz Françoise Forton morreu no dia 16 de janeiro de 2022, no Rio de Janeiro, aos 64 anos. Ela estava internada havia quatro meses na Clínica São Vicente, na Zona Sul, para tratar um câncer, que teve início na região da bacia e posteriormente chegou aos pulmões.

A artista enfrentou a doença pela primeira vez em 1989, aos 33 anos, quando gravava a novela “Tieta”. Após retirar um tumor na época, ela enfrentou um novo diagnóstico décadas depois, culminando no seu falecimento em 2022.

Carreira de Françoise Forton

Françoise Forton foi uma das figuras mais sofisticadas e marcantes da teledramaturgia brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, ela transitou com naturalidade entre o drama e a comédia, construindo personagens que se tornaram parte do imaginário popular do país.

Filha de pai francês e mãe brasileira, Françoise nasceu no Rio de Janeiro, mas passou parte da infância e adolescência em Brasília. Foi lá que iniciou seus estudos de artes cênicas, tendo a oportunidade de se aprimorar na prestigiada Fundação Teatro Dulcina de Moraes. Sua estreia na televisão aconteceu ainda na adolescência, em 1969, com uma pequena participação na novela A Última Valsa, na TV Globo, sob o incentivo e tutela inicial da grande atriz Glauce Rocha.

O divisor de águas em sua trajetória veio em 1976. Em uma época em que a televisão expandia rapidamente seu alcance, Françoise viveu a protagonista Maria Teresa (Tetê) na novela Estúpido Cupido. A trama, ambientada nos anos 1960, transformou a jovem atriz em uma das principais estrelas de sua geração. Sua personagem — uma jovem que sonhava em ser Miss Brasil — ditou moda e comportamento na época.

Nas décadas seguintes, Françoise consolidou-se como um rosto indispensável na TV, destacando-se pela capacidade de dar elegância e complexidade às suas personagens, fossem elas vilãs refinadas ou mulheres de forte apelo popular. Entre suas atuações mais lembradas na televisão estão:

  • Tieta (1989): Interpretou a contida Helena, esposa de Ascânio (Reginaldo Faria). Curiosamente, foi nos bastidores dessa produção que a atriz enfrentou e superou seu primeiro diagnóstico de câncer de útero.
  • Meu Bem, Meu Mal (1990): Deu vida à sofisticada e vingativa Patrícia.
  • Explode Coração (1995): Viveu a grande vilã Eugênia Avelar, uma antagonista fria e articulada que movimentou a trama principal de Gloria Perez.
  • O Clone (2001): Interpretou a elegante Simone, cientista que trabalhava no laboratório do Dr. Albieri (Juca de Oliveira).

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