Política

O discurso de Flávio Bolsonaro para adiar tarifaço e blindar a própria campanha

Acompanhado de Eduardo Bolsonaro, o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira, em audiência pública nos Estados Unidos, o adiamento da aplicação do novo tarifaço do governo Trump aos produtos brasileiros.

“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão”, disse Flávio

A postura reflete a preocupação do senador do PL de que a suposta articulação de seu núcleo político pelo tarifaço beneficie o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas.

O primogênito de Jair Bolsonaro classificou como pior momento possível a eventual aplicação da medida. “Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar”.

O filho do ex-presidente pontuou ainda que a imposição de novas tarifas não seria o caminho adequado para pressionar o Brasil e citou que há grandes chances de uma mudança no governo brasileiro em janeiro, em referência a uma eventual derrota de Lula em outubro.

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“Acho que vocês estão usando as tarifas (…) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”, disse Flávio.

Está previsto para a próxima semana o fim do prazo para os Estados Unidos decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

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