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Doença retratada em Elisa, de Quem Ama Cuida, preocupa profissionais da saúde: ‘Muito intensa’

O diagnóstico de fibromialgia retratado recentemente em Elisa, personagem de Isabela Garcia em Quem Ama Cuida, reacendeu um debate importante sobre uma condição que afeta milhões de pessoas e ainda é cercada por dúvidas e preconceitos. Embora muitas pessoas associem a doença apenas a dores musculares, a fibromialgia envolve alterações na forma como o sistema nervoso central processa os estímulos dolorosos.

Segundo o neurologista Dr. Matheus Trilico, compreender esse mecanismo é fundamental para que o paciente receba o tratamento adequado e recupere sua qualidade de vida.

“A fibromialgia não é uma doença neurológica degenerativa, mas está diretamente relacionada ao funcionamento do sistema nervoso central. O cérebro passa a interpretar estímulos que normalmente não seriam dolorosos de forma muito mais intensa. É como se o sistema de percepção da dor permanecesse constantemente em estado de alerta”, explica.

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Quais são os principais sintomas da doença?

Além da dor difusa pelo corpo, a fibromialgia pode provocar fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração, alterações de memória, ansiedade e sintomas depressivos, tornando o impacto da doença muito maior do que muitas pessoas imaginam.

Para o especialista, o neurologista desempenha um papel importante tanto na investigação quanto no acompanhamento desses pacientes.

“Nosso primeiro objetivo é excluir outras doenças neurológicas que possam causar sintomas semelhantes. Depois disso, orientamos um tratamento individualizado, que busca reduzir a sensibilização do sistema nervoso e devolver funcionalidade ao paciente. O foco não é apenas aliviar a dor, mas melhorar a qualidade de vida como um todo”, afirma o Dr. Matheus.

Elisa sofreu episódios de desmaio em Quem Ama Cuida – Foto: Reprodução/Globo

Quais são os possíveis tratamentos para fibromialgia?

O tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir medicamentos específicos para modular a percepção da dor, atividade física supervisionada, fisioterapia, acompanhamento psicológico, melhora da qualidade do sono e estratégias para controle do estresse.

“O cérebro possui uma grande capacidade de adaptação. Quando associamos diferentes abordagens terapêuticas, conseguimos reduzir a intensidade da dor, melhorar o sono, recuperar a disposição e permitir que o paciente volte a realizar atividades que antes eram limitadas pelos sintomas”, destaca.

O neurologista também reforça alguns hábitos que podem contribuir para o controle da fibromialgia:

  • Praticar atividade física regularmente, respeitando os limites do corpo;
  • Manter uma rotina de sono com horários regulares;
  • Controlar o estresse e a ansiedade por meio de técnicas de relaxamento ou psicoterapia;
  • Evitar o sedentarismo e o isolamento social;
  • Seguir corretamente o tratamento indicado e evitar a automedicação.

“A dor da fibromialgia é real. Não é exagero, fraqueza ou falta de vontade. Quanto mais cedo o paciente recebe um diagnóstico correto e inicia um tratamento multidisciplinar, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar sua qualidade de vida”, conclui o Dr. Matheus Trilico.

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