Política

Caciques do PP admitem constrangimento por Canella e dizem que decisão cabe ao União

Caciques do PP admitem constrangimento pela operação da PF que mirou o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, pré-candidato ao Senado, mas dizem que a decisão sobre um eventual plano B para compor a chapa encabeçada por Douglas Ruas cabe ao União Brasil.

Ontem, Canella, que é suspeito de integrar um esquema criminoso envolvendo postos de combustíveis, foi alvo da 6ª fase da operação Carne e Unha, que investiga a lavagem de dinheiro operada pelo grupo que movimentou 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos.

Ao cumprir mandato de busca e apreensão, a PF encontrou um fuzil .556 no carro dele, que foi preso em flagrante por posse e porte de arma de calibre restrito.

Lideranças do PP, que forma uma federação com o União Brasil – partido de Canella -, reconhecem que a situação ficou mais delicada após a prisão. Até então, não viam motivos para que ele fosse rifado da chapa.

Apesar disso, pontuam que não tem muita moral para falar nada, porque Ciro Nogueira, principal dirigente do PP, foi alvo de operação da PF meses atrás, Ponderam que, pelo menos ele não foi preso.

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