Tarcísio critica Marina e Tebet por não terem começado carreira política em São Paulo

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou as ex-ministras e pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP) por não serem paulistas e tentarem disputar as eleições por essa unidade da federação.
Para fazer a crítica, no entanto, o mandatário deixou de lado o fato de que ele próprio não é natural de São Paulo, mas carioca, nascido na cidade do Rio de Janeiro.
“Com todo o respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram este estado para servir. Foram servir ao Mato Grosso do Sul e ao Acre. E levaram cartão vermelho (…). Se fossem concorrer por lá, não seriam eleitas. E pode ter certeza: não serão aqui também. Porque a gente não vai deixar, a gente vai trabalhar para ter a melhor representação [no Congresso Nacional]”, declarou Tarcísio em um evento na terça-feira, 7, ao lado do ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP-SP), que também disputa uma das vagas ao Senado. (Assista ao vídeo abaixo).
Tarcísio disputou a sua primeira eleição por São Paulo, mas antes, quando morava no Rio de Janeiro, já exercia um cargo de natureza política, o de ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro, que foi o responsável por convidá-lo a se lançar candidato ao governo paulista.
A mudança de domicílio eleitoral de Marina Silva, do Acre para São Paulo, foi feita ainda na eleição de 2022, quando ela conquistou o cargo de deputada federal pelo estado com 237.526 votos. Naquele ano, ela, inclusive, foi cotada para ocupar o posto de vice na chapa de Fernando Haddad (PT-SP) para o governo estadual.
Já Simone Tebet mudou seu registro do Mato Grosso do Sul para São Paulo no começo deste ano e a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando este articulava a formação de uma chapa paulista robusta, com o objetivo de angariar a maior quantidade de votos possível do maior colégio eleitoral do país para sua tentativa de reeleição.
A ideia de Lula era poder contar com nomes nacionalizados, de grande conhecimento por parte do eleitor (tanto Marina quanto Tebet já disputaram a Presidência da República no passado), para fortalecer seu time no estado.
Críticas semelhantes
Quando Tarcísio de Freitas venceu Haddad nas urnas, em 2022, ele também foi alvo de críticas semelhantes a essas que fez às pré-candidatas. A campanha do petista e muitos de seus apoiadores falavam sobre o fato dele ser carioca e o questionavam por não ter conexão com São Paulo. Isso ocorreu também porque, naquele mesmo período, o ex-presidente Jair Bolsonaro também cogitou lançar Tarcísio para disputar outro cargo por Goiás.
Uma das peças de campanha de Haddad, inclusive, miravam nessa questão. Enquanto ele aparecia se preparando para comer um pedaço de pizza, a mão de uma pessoa aparecia segurando um frasco de ketchup e, em seguida, ela perguntava se Haddad queria. O petista respondia apenas “ketchup, aqui, não”. A ideia do vídeo se baseava nos estereótipos e costumes de São Paulo e do Rio de Janeiro para consumo de pizzas.
Em janeiro de 2026, Haddad negou que já tivesse criticado Tarcísio por ele não ser paulista. “Eu não critiquei por ele [não ser de São Paulo]. O que eu critiquei foi porque ele foi trazido para cá pela mão de uma terceira pessoa; Não veio de espontânea vontade para cá. Ele queria ser senador por Goiás. E, aí, resolve artificialmente vir para cá, sem nenhum conhecimento, nenhuma raiz aqui”, comentou.
Em março de 2022, quando já estava certo seu caminho eleitoral por SP, Tarcísio de Freitas disse que “ninguém estava ligando” para o fato dele não ter nascido no estado. “Será que é isso mesmo o que é importante? O pessoal está querendo saber o seguinte: ‘será que esse cara vai resolver o meu problema?’”.
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