Flávio foi para os EUA para contornar desgaste por tarifaço

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse, nesta quarta-feira (8/7), que a mais recente ida do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos busca contornar o desgaste eleitoral causado pelo anúncio de novas tarifas para produtos brasileiros dias depois de se reunir com o presidente Donanld Trump em maio.
Flávio Bolsonaro foi um dos inscritos para falar durante a audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no qual se discutiu a proposta do órgão para taxar produtos brasileiros importados pelo país em 25%.
Durante a oitiva em Washington D.C. o senador defendeu o Pix e disse ser o “pior momento” para a incidência de novas taxações.
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Para Valdemar, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro esteve presente no evento para “tentar ajudar” e “resolver esse assunto” (em referência à possibilidade de novas tarifas) porque teria “ficado ruim para ele”.
“O Flávio foi lá para ajudar porque, quando ele foi fazer a visita pro Trump, no dia seguinte, inexpliclavelmente, o Trump falou que ia taxar o país novamente. Ele tinha de ir lá para tentar resolver esse assunto porque aquilo ficou ruim pra ele. Parece que ele foi lá para tratar desse assunto. O objetivo dele era político. [Um novo tarifaço] nunca passou pela cabeça dele”, alegou.
Flávio esteve nos Estados Unidos nos últimos dias de maio para tentar um encontro com Trump, mediado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo.
Dias depois, o representante do comércio norte-americano concluiu a investigação contra o Brasil e sugeriu novo tarifaço.
Para o presidente do PL, “ninguém quer” novas tarifas contra o Brasil. Valdemar esteve em um evento de frentes parlamentares do setor produtivo em Brasília.
Os almoços em prol dos “Compromissos para um Brasil Competitivo” reúnem presidentes de partidos para discutir iniciativas voltadas ao segmento.
Metrópoles



