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Campeões mundiais chegam à Espanha e são recebidos como heróis

Os jogadores da seleção da Espanha, campeã mundial após derrotar a Argentina, chegaram nesta segunda-feira (20) a Madri, capital espanhola, onde percorrerão as ruas repletas de torcedores que os receberão como heróis.

O primeiro a sair do avião da Iberia que os trouxe dos Estados Unidos ao aeroporto de Madri/Barajas, onde aterrissaram às 14h30 locais (9h30 no horário de Brasília), foi o capitão da equipe e melhor jogador do torneio, Rodri Hernández, com o troféu dourado da Copa do Mundo nas mãos.

Atrás dele e do técnico Luis de la Fuente, desceram os demais jogadores, entre eles a estrela Lamine Yamal e o artilheiro da final, Ferran Torres, para subir em ônibus com cartazes nas laterais que diziam “Parabéns, campeões“.

“Quando vocês ganharam, ganharam por toda a Espanha”, disse o rei Felipe VI, que recebeu os jogadores no Palácio de la Zarzuela, residência oficial do monarca.

“Vocês foram solidários, generosos e venceram com galhardia. Agora vocês carregam para sempre essas duas estrelas que brilham tão intensamente por toda a Espanha”, acrescentou o rei espanhol, que assistiu à final no domingo no MetLife Stadium.

Essa foi apenas a primeira parada na agenda lotada dos campeões, que mais tarde incluirá um encontro com o Primeiro-Ministro, Pedro Sánchez, no Palácio de La Moncloa.

Os jogadores seguirão então em carreata em um ônibus aberto por diversas avenidas de Madri, já repletas de espectadores.

Percorrerão grandes avenidas da capital espanhola até chegar à praça de Cibeles, sede da prefeitura de Madri, por volta das 19h locais, onde acontecerá uma cerimônia de homenagem em um ambiente que promete ser eletrizante.

Espera-se que cerca de um milhão de pessoas inunde as ruas para ver seus ídolos, estimou o delegado do governo em Madri, Francisco Martín. Mais de 2.000 policiais e 400 agentes da Guarda Civil estarão encarregados da segurança.

“Uma comemoração merece”

Alguns torcedores, radiantes apesar da noite curta, planejam comemorar nesta segunda. Um deles é Bruno González del Yerro, 32 anos, que trabalha com finanças.

Ele afirmou à reportagem que será preciso “comemorar de alguma forma“, já que “isso só acontece a cada quatro anos e a Espanha estava há uns catorze anos sem ganhar. Pelo menos uma comemoração merece!”.

Após uma longa noite de festa, Tomás Hernanz, um estudante do ensino médio de 18 anos, carrega a bandeira vermelha e amarela da Espanha amarrada sobre os ombros. Seu plano é “passar o dia todo por Madri” e aproveitar “um sentimento que queremos viver agora e não vamos nos arrepender”.

“Estarei preparado para receber nossos campeões“, diz José Márquez, um militar de 37 anos que tenta como pode disfarçar o cansaço: “Às 2h fui dormir, então estou com um pouquinho de sono, mas vale a pena”.

Assim que soou o apito final, já entrada a noite de domingo, a Espanha inteira explodiu de alegria com este título, celebrado em uma noite de júbilo. Uma noite, no entanto, ofuscada pela morte de um adolescente de 13 anos na província de Salamanca (oeste) ao desabar uma fonte na qual havia subido com outras pessoas.


Esporte / Folha de São Paulo

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