Política

Tereza Cristina rejeita, Daniella Marques traz dificuldade. O que sobra para vice de Flávio? O desespero

A poucos dias da convenção que oficializará sua candidatura à Presidência da República, Flávio Bolsonaro ainda não conseguiu resolver um dos principais impasses da campanha: a escolha do candidato a vice. Segundo apuração do repórter Gabriel Sabóia, da coluna Radar, o cenário é de forte preocupação nos bastidores. (este texto é um resumo do vídeo acima)

“Hoje eu conversei com uma pessoa do PL. Perguntei: ‘O que sobra para ele neste momento?’. E a pessoa me disse: ‘Sobra o desespero’”, revelou o jornalista durante o VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes.

Segundo Sabóia, Flávio Bolsonaro “vem lamentando bastante” a dificuldade de viabilizar a economista Daniella Marques como candidata a vice. Considerada a favorita do senador para compor a chapa, ela depende de uma coligação entre PL e Republicanos, negociação que, até o momento, não avançou.

A convenção de seu partido está marcada para o próximo sábado, 25, mas, de acordo com o coordenador nacional da campanha, senador Rogério Marinho, a expectativa é que o evento oficialize apenas a candidatura de Flávio Bolsonaro. A definição da vice poderá ficar para as semanas seguintes, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.

Por que Tereza Cristina deixou de ser uma opção?

Entre os nomes cogitados nos últimos meses, a senadora Tereza Cristina perdeu força nas negociações. Segundo Gabriel Sabóia, embora tenha sido considerada para a composição da chapa, ela se afastou dessa possibilidade, reduzindo o número de alternativas disponíveis para Flávio Bolsonaro.

Com isso, a campanha concentrou esforços em outro nome, visto como estratégico tanto do ponto de vista político quanto econômico.

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O que torna Daniella Marques a favorita de Flávio?

De acordo com a apuração da coluna Radar, a preferência do senador recai sobre a economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica de sua campanha. Próxima do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, ela é vista pelo entorno de Flávio como um nome capaz de transmitir confiança ao mercado financeiro.

Além disso, segundo Gabriel Sabóia, a campanha considera que o perfil firme da economista poderia fortalecer o diálogo com o eleitorado feminino, em um momento em que Michelle Bolsonaro permanece afastada da campanha presidencial.

O que impede Daniella Marques de integrar a chapa?

O principal obstáculo é político. Filiada ao Republicanos, Daniella Marques só poderá disputar a eleição como vice caso o partido formalize uma coligação com o PL.

Segundo Gabriel Sabóia, a economista pode continuar coordenando a campanha, mas a legislação eleitoral impede sua indicação para a chapa presidencial sem essa aliança entre as legendas. A possibilidade de uma mudança partidária também deixou de existir após o encerramento da janela de filiação, em abril.

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Por que o Republicanos ganhou poder nas negociações?

Na avaliação apresentada pelo repórter, o Republicanos passou a ocupar uma posição central nas conversas justamente por controlar o destino da principal escolha de Flávio Bolsonaro. Sabóia afirmou que a legenda “valoriza bastante esse passe” e faz questão de impor dificuldades nas negociações.

Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro pretende buscar uma nova reunião com o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, para tentar destravar a formação da aliança.

O relato da fonte do PL resume o momento vivido pela campanha. Depois de ver Tereza Cristina sair do radar para a vice-presidência, Flávio concentra esforços em Daniella Marques, mas esbarra na resistência do Republicanos. Segundo Gabriel Sabóia, o senador pretende pedir uma nova reunião com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, numa tentativa de destravar a negociação.

Quais alternativas ainda restam para a campanha?

Segundo Rogério Marinho, não deve haver definição sobre a vice até a convenção. A estratégia é utilizar o prazo legal para manter abertas as negociações com Republicanos, PP e União Brasil na tentativa de ampliar a coligação.

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Enquanto isso, Daniella Marques segue como o nome preferido de Flávio Bolsonaro, mas sua indicação depende de um acordo político que ainda está longe de ser fechado. Como resumiu Gabriel Sabóia, “a política é feita de várias variáveis”, e, neste momento, a possibilidade de a economista integrar a chapa continua sendo considerada remota.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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