Economia

Trégua no Oriente Médio, Focus, balanços de TIM e Vivo e mais destaques desta segunda

A semana começa com uma forte desvalorização nos preços do petróleo nesta segunda-feira (27), após a suspensão das hostilidades entre Estados Unidos e Irã e o avanço das negociações entre Teerã e Omã sobre novas regras para o Estreito de Ormuz, reduzindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções na oferta global da commodity.

A agenda doméstica reserva hoje a divulgação do IPC da FIPE, logo no início da manhã. Ao longo do dia, também será publicada a Sondagem do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Relatório Focus do Banco Central. A balança comercial semanal da Secex, sairá durante a tarde, às 15h.

No campo corporativo, após o fechamento dos mercados, Telefônica Brasil (VIVT3) e TIM (TIMS3) divulgam seus resultados trimestrais.

 O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de mais de 1%, pressionado pelas perdas em ações de peso do índice, como bancos e Petrobras, após uma sessão de forte recuo do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 1,52%, a 174.041,95 pontos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre nesta segunda-feira uma agenda voltada à visita de Estado do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung. Pela manhã, Lula participa da cerimônia oficial de chegada no Palácio da Alvorada, seguida de reunião ampliada entre as delegações dos dois países. Na sequência, serão assinados atos bilaterais e os dois presidentes farão uma declaração conjunta à imprensa. À tarde, Lula oferece um almoço oficial em homenagem ao chefe de Estado sul-coreano e à primeira-dama Kim Hea Kyung. Os compromissos se encerram no Palácio Itamaraty, com cerimônia de apresentação de presentes, fotografia oficial e uma recepção com apresentação musical em homenagem à comitiva sul-coreana.

Agenda

Brasil

05:00 — IPC
Período: Julho

08:00 — Sondagem do consumidor
Período: Julho

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08:25 — Boletim Focus
Período: Semanal

15:00 — Balança comercial
Período: Semanal

INTERNACIONAL

Trégua

Os EUA interromperam pela segunda noite seguida uma sequência de quase duas semanas de ataques contra o Irã, enquanto a República Islâmica sinalizou que se absteria de qualquer retaliação e mantinha conversas com Omã sobre o Estreito de Ormuz.

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Após atacar o Irã por 13 dias, os EUA aparentemente se contiveram desde o final de sexta-feira, sem qualquer explicação ou anúncio, levantando questões sobre o próximo movimento do presidente Donald Trump. O exército do Irã disse neste domingo (26) que Teerã havia interrompido suas respostas como resultado disso.

Trump x Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira aos repórteres que a Venezuela não estava pronta para realizar eleições, mas acrescentou que o país havia feito muitos avanços sob a liderança da presidente interina Delcy Rodríguez.

No mês passado, membros do partido governista e da oposição se reuniram pela primeira vez desde que os dois lados assinaram um acordo para a realização das eleições presidenciais de 2024.

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Milei

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou neste domingo o embaixador da Argentina, Daniel Raimondi, com o objetivo de “transmitir a repulsa” do governo federal sobre os xingamentos proferidos pelo presidente argentino Javier Milei durante a convenção do PL, ocorrida ontem em São Paulo. O Itamaraty classificou os xingamentos de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como “sem precedentes” e “lamentável”.

BRASIL

Impacto das tarifas

As novas tarifas dos Estados Unidos atingirão 23,1% das exportações brasileiras para o país, segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Do total, 16,5% das exportações chegarão a uma sobretaxa de 37,5%, somando a aplicação da tarifa de 25%, anunciada na semana passada, à nova taxa de 12,5%, apresentada pelos norte-americanos na quinta-feira.

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(Des)bloqueio de verbas

O governo Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira que reduzirá de R$23,7 bilhões para R$17,9 bilhões o bloqueio nas verbas orçamentárias de ministérios para cumprir o limite de despesas do ano, um descongelamento de R$5,7 bilhões, diante de uma previsão menor de gastos com pessoal, previdência e benefícios sociais.

Em relatório bimestral de avaliação fiscal, o governo decidiu não incorporar uma frustração significativa de receitas com Imposto de Renda sobre dividendos, adiando decisão sobre o tema e mantendo nos cálculos uma folga em relação ao piso da meta fiscal. Com isso, os ministérios do Planejamento e da Fazenda informaram que não será necessário fazer um contingenciamento — mecanismo acionado quando o governo percebe que há risco de descumprimento da meta.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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