Esporte

Fifpro critica Fifa por plano de vender ações à empresas

A proposta da Fifa de criar uma empresa para administrar comercialmente suas principais competições ganhou mais um opositor. Após críticas da Uefa e de diversas federações nacionais, a Fifpro, sindicato internacional que representa os jogadores profissionais, divulgou um comunicado condenando o projeto e questionando a falta de participação dos atletas nas discussões.

O plano prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que concentraria a gestão comercial de torneios como a Copa do Mundo masculina, feminina e competições de base. A entidade máxima do futebol estima que a nova companhia tenha valor de mercado de aproximadamente US$ 20 bilhões, permitindo a venda de uma parcela minoritária para investidores privados.

O que diz a Fifpro sobre o caso

Segundo a Fifpro, a proposta pode alterar de forma significativa a estrutura do futebol internacional e os incentivos econômicos que cercam as competições. No comunicado, o sindicato afirma que um projeto com impacto tão amplo foi desenvolvido praticamente “a portas fechadas”, sem diálogo efetivo com os atletas, considerados diretamente afetados pelas mudanças.

A entidade também destacou preocupação com possíveis reflexos sobre o calendário internacional, o bem-estar dos jogadores e a governança futura do futebol. Para a organização, a ausência de consultas formais reforça a sensação de falta de transparência no processo de elaboração da proposta.

A Fifa, por sua vez, defende que a entrada de capital privado permitirá ampliar receitas provenientes de direitos de transmissão e patrocínios. A entidade argumenta que os recursos obtidos seriam redistribuídos entre suas associações filiadas, aumentando significativamente os repasses destinados ao desenvolvimento do futebol em cada país.

Atualmente, as federações nacionais recebem cerca de R$ 41 milhões por ciclo. Caso o projeto seja aprovado, esse valor poderá subir para aproximadamente R$ 102 milhões até a Copa do Mundo de 2030, com novos aumentos previstos para os ciclos de 2034 e 2038.

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