Publico se espantou com morte de atriz famosa de ‘Cheias de Charme’

A atriz Ilva Niño morreu em 12 de junho de 2024, aos 89 anos. A artista estava internada no Hospital Quali, no Rio de Janeiro, onde havia sido submetida a uma cirurgia cardíaca e acabou sofrendo complicações de saúde que levaram ao seu falecimento.
Sua partida provocou imensa comoção entre colegas de profissão, dramaturgos e telespectadores, que celebraram sua contribuição inestimável para a cultura nacional, o teatro engajado e a televisão brasileira.
Carreira de Ilva Niño
Nascida em Floresta, no sertão de Pernambuco, em 1934, Ilva Niño começou sua jornada artística no movimento de teatro popular do Nordeste ao lado de seu marido, o dramaturgo e diretor Luiz Mendonça. Com uma presença de cena marcante e forte ligação com as raízes nordestinas, a atriz participou de montagens históricas nos palcos antes de estrear na televisão.
Na TV Globo, Ilva construiu uma carreira sólida composta por mais de 30 produções, entre novelas, minisséries e especiais. Sua habilidade para transitar entre a comédia rasgada e o drama profundo fez com que conquistasse papéis inesquecíveis.
Mina em “Roque Santeiro” (1985): Seu ltrabalho de maior impacto e popularidade na televisão. Como a fiel e cômica empregada da espalhafatosa viúva Porcina (Regina Duarte), seu bordão “Mina!” — gritado pela patroa — virou uma das marcas registradas mais memoráveis da história da TV brasileira.
Epifânia em “Suave Veneno” (1999) e Mainha em “Porto dos Milagres” (2001): Atuações que reforçaram sua identidade marcante e carismática nas tramas do horário nobre.
Cândida em “Cordel Encantado” (2011) e Belmira em “Cheias de Charme” (2012): Trabalhos em que demonstrou sua versatilidade e energia cênica ao dialogar com novas gerações de atores e telespectadores.
Além de seu brilho à frente das câmeras e nos palcos, Ilva Niño manteve um compromisso profundo com a formação de novos talentos. Ao lado do marido, fundou o espaço cultural e escola de teatro NINHO (Núcleo Independente de Teatro) no Rio de Janeiro, formando gerações de atores e promovendo a arte acessível por décadas.
Até seus últimos anos de vida, a veterana fez questão de incentivar a produção teatral independente, sendo lembrada por amigos e alunos por sua generosidade, rigor profissional e amor incondicional ao fazer artístico.
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