Caso Lulinha tira vantagem do governo sobre Flávio no tema corrupção; veja vídeo

Esta eleição tem alguns grandes temas: economia, segurança, a interferência de Trump e, claro, corrupção. E é este último ponto que está se mostrando o mais delicado para as duas principais campanhas presidenciais.
Lula vinha nadando de braçada desde que surgiram as mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre financiamento ao filme Dark Horse.
Recentemente, no entanto, o jogo empatou, em razão do caso Lulinha. Essa é a forma como adversários e a imprensa chamam Fábio Luís, um dos filhos do presidente.
As suspeitas que envolvem Lulinha não são novas, mas ganharam força nas últimas semanas e se tornaram um grande fator de preocupação para o presidente.
Tudo gira em torno da relação dele com uma lobista, Roberta Luchsinger, que tem contatos muito próximos com autoridades do atual governo.
Com um estilo de vida bastante exuberante e gastos exorbitantes, foi ela que emprestou quase R$ 250 mil para o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
Aqui cabe um parêntese: Marcola, que agora está afastado da função, sempre foi um homem de extrema confiança de Lula.
Era quem segurava o celular dele, organizava sua agenda e literalmente abria as portas do gabinete presidencial. Ou seja, a notícia de que ele recebeu uma quantia expressiva de uma lobista desperta sérias questões sobre conflitos de interesses.
Mas voltando a Lulinha. Mensagens vazadas de celulares apreendidos pela Polícia Federal mostram uma série de projetos empresariais que ele tinha com a lobista, envolvendo participação do governo do pai dele.
O principal era para a venda de produtos à base de canabidiol, que é como é conhecida a maconha medicinal, para o Ministério da Saúde. Mais do que isso, ambos seriam sócios de outro lobista, conhecido como Careca do INSS.
Lulinha é alvo de três inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar possível influência indevida no governo federal.
Seus advogados negam qualquer conduta imprópria e reclamam de vazamentos seletivos e distorcidos de mensagens, apenas para prejudicar a candidatura de Lula.
Independentemente disso, o fato é que o caso envolvendo o filho do presidente zerou o jogo no tema da corrupção entre o presidente e seu principal adversário na eleição, Flávio Bolsonaro.
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Folha de São Paulo



