Pesquisas eleitorais: Os quatro estados com disputas mais difíceis e equilibradas do Brasil até agora

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Nesta terça-feira, 11, uma nova pesquisa mostrou que a Bahia tem protagonizado uma disputa eleitoral muito dura, com empates técnicos previstos para o primeiro e para o segundo turno. Caso esses dados se confirmem em outubro, o pleito deverá ser definido voto a voto. Mas a Bahia, que é o maior colégio eleitoral do Nordeste, não está sozinha nessa situação. Outros quatro estados, dentre os dez maiores colégios, também vivem disputas muito equilibradas, com resultados abertos e incertos para qualquer analista.
O Rio Grande do Sul é governado atualmente por Eduardo Leite (PSD), que tenta fazer seu vice, Gabriel Souza (MDB), se tornar seu sucessor. No entanto, seu afilhado não tem pontuado bem nas pesquisas, e a eleição gaúcha tem sido duramente disputada pela ex-deputada Juliana Brizola (PDT), que foi base de parte do governo Leite e hoje tem o apoio do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra o deputado federal Luciano Zucco (PL), que tem o apoio do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No mais recente levantamento do Paraná Pesquisas, Zucco tem 34,2% das intenções de votos, e Brizola tem 30,1%. Com margem de erro de 2,6 pontos, eles estão empatados tecnicamente. Gabriel Souza aparece em terceiro lugar, com 13%.
Já em Pernambuco, onde a governadora Raquel Lyra (PSD) está terminando seu primeiro mandato e disputará a reeleição, o cenário também está em aberto. Apesar de ela ter uma alta aprovação da população e liderar numericamente as pesquisas, segue empatada no limite da margem de erro com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), segundo dados do mais recente levantamento, feito pela Genial/Quaest.
Pelo levantamento, Lyra tem 43% das intenções de voto, enquanto Campos tem 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais. Pela falta de outros candidatos com pontuações expressivas, a eleição pernambucana tende a ser resolvida no primeiro turno, mas ainda não é possível perceber quem deve ganhar. Em eventual segundo turno, segundo a mesma pesquisa, Raquel tem 45%, e Campos tem 39% — mantendo o empate técnico no limite da margem de erro.
No Pará, é a governadora Hana Ghassan (MDB) que enfrenta a incerteza sobre sua reeleição em mais um cenário totalmente aberto e disputa dura. Segundo pesquisa do Real Time Big Data, ela tem 31% das intenções de votos, enquanto seu principal rival, ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), tem 29% — um empate técnico por causa da margem de erro de dois pontos.
Como há outros candidatos com intenções de votos expressivas, o segundo turno é um caminho provável. Nesse cenário, Santos assume a dianteira, com 38%, enquanto Ghassan aparece com 36%, mantendo empate técnico.
O contexto da Bahia, como citado no início do texto, é um dos mais difíceis. Com o PT governando o estado há cinco mandatos, pela primeira vez o partido vê sua hegemonia ser ameaçada, chegando a menos de dois meses da eleição em empate técnico em todos os cenários, e desvantagem numérica.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem 42%, enquanto o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) tem 44%, segundo o último levantamento do Real Time Big Data, que tem margem de erro de dois pontos percentuais, colocando-os em empate técnico.
Em eventual segundo turno, o quadro fica ainda mais acirrado, com Neto indo a 45%, e Jerônimo a 44%.
Os dez maiores colégios eleitorais do país:
- São Paulo – favoritismo para a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos);
- Minas Gerais – favoritismo do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos);
- Rio de Janeiro – favoritismo do ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD);
- Bahia;
- Paraná – favoritismo do senador e ex-juiz Sergio Moro (PL);
- Rio Grande do Sul;
- Pernambuco;
- Ceará – favoritismo do ex-governador Ciro Gomes (PSDB);
- Pará; e
- Santa Catarina – favoritismo para a reeleição de Jorginho Mello (PL).
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