Política

Reunião entre Brasil e EUA sobre tarifaço tem ‘climão’, mas negociações vão seguir

Em um encontro virtual para tratar do tarifaço, o governo brasileiro subiu o tom, voltou a reclamar das taxas do governo norte-americano aos produtos brasileiros, mas manteve as portas abertas para que as negociações avancem.

Pouco mais de uma semana após Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversarem por telefone, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, se reuniram, de maneira virtual, nesta segunda-feira com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

“O Brasil não aceita as tarifas que foram impostas em julho último. Elas são indevidas, são injustas, são descabidas por todos aqueles argumentos que já apresentamos”, disse Rosa a jornalistas, que explicou que os representantes do governo brasileiro demonstraram as insatisfações em relação ao novo tarifaço.

“Reiterei o propósito de Lula para que a gente chegue a um acordo, o mais abrangente possível, que afaste essas tarifas indevidas ou injustas. Ele, por sua vez, noticiou que a recomendação de Trump é para que nós trabalhemos para um acordo. Disse que também trabalhará para que cheguemos a um acordo e um consenso”, completou.

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O chefe do MDIC explicou que os países vão discutir como restabelecer a relação comercial. Eles devem voltar a se reunir, em nível ministerial, em data oportuna, com o objetivo de revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas.

“Nós vamos voltar a nos reunir. Combinamos de fazer reuniões virtuais e eventualmente fazer reuniões presenciais no final do mês ou um pouco mais adiante. Teremos reuniões técnicas nos próximos dias para aclarar as bases desse acordo possível”, pontuou Rosa.

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