Política

Mercadante faz coro à tática do PT e associa Flávio Bolsonaro à ‘mexicanização’ do Brasil

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Numa reta final de campanha presidencial em que Lula e Flávio Bolsonaro, os líderes isolados das pesquisas eleitorais, dão suas últimas cartadas antes do primeiro turno, uma das táticas do PT tem sido investir em propagandas e publicações nas redes sociais com conteúdos que associam o rival do PL às milícias do Rio de Janeiro.

As peças lembram que, quando era deputado estadual, o Zero Um empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa a mãe e a então mulher do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, que era considerado o homem-forte do grupo de extermínio Escritório do Crime e foi morto em troca de tiros com a polícia da Bahia em 2020.

Do outro lado, o filho mais velho de Jair Bolsonaro aposta em um discurso linha-dura na segurança pública, prometendo seguir os Estados Unidos de Donald Trump e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as próprias milícias como organizações “narcoterroristas”, e dizendo que Lula “passa a mão na cabeça” dos integrantes dessas facções ao se contrapor aos desígnios da Casa Branca.

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Quem engrossou o coro da comunicação do PT foi o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, ao falar durante esta semana na 5ª edição da J. Safra Investment Conference, em São Paulo. Integrante do núcleo duro da campanha de Lula, principalmente para assuntos econômicos, ele disse que a chegada de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto traria consigo o risco de “nacionalizar a cultura da milícia”, a exemplo da infiltração do crime organizado no estado do Rio de Janeiro.

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“Tem gente que se formou nessa cultura da milícia, nessa cultura do crime, que apoiou ali seis governadores que foram afastados. Vamos trazer essa cultura para os corações do país?”, questionou Mercadante, em referência ao Zero Um. Para o petista histórico, eventual vitória do candidato presidencial do PL poderia estimular o crescimento da milícia para além do território fluminense e resultar na “mexicanização” do Brasil — ou seja, na ultrapassagem de um ponto de não retorno da expansão da influência desses grupos criminosos sobre estruturas do Estado.

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