PL tenta se afastar de deputado preso após disparo de arma em SP

Deputados estaduais do PL tentam se afastar da imagem do colega de partido Marcelo Aguiar, detido na madrugada desta segunda-feira (19) depois de a arma de fogo que ele carregava ter disparado em uma casa noturna em São Paulo.
O carro de Aguiar, com placas oficiais, também foi apreendido. A Assembleia Legislativa (Alesp) diz que não reconhece o veículo como parte da frota da Casa.
Integrantes da bancada do partido avaliam que o episódio não deve prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Horas antes do incidente, ele participou do ato em defesa da eleição de Flávio na avenida Paulista.
Segundo eles, Aguiar não tem proximidade com o bolsonarismo nem a projeção que teve a ex-deputada federal Carla Zambelli, que, na véspera do segundo turno de 2022, perseguiu um homem com uma arma em punho.
“O Marcelo chegou ao PL na última hora”, afirmou o deputado estadual Tenente Coimbra (PL). Aguiar deixou o Podemos e se filiou ao partido em março deste ano.
Em nota, o PL disse que acompanha “com atenção” e “preocupação” a ocorrência. “O caso está sob investigação das autoridades policiais competentes. A liderança ressalta a importância da transparência e do devido esclarecimento dos fatos, respeitando os procedimentos legais”, diz o texto.
Aguiar tentou se reeleger na eleição deste ano, mas obteve 37.585 votos e acabou como suplente.
O parlamentar é cantor gospel, ex-sertanejo, já foi vereador e deputado federal. Ele assumiu uma cadeira na Alesp em 2025 após a renúncia de Helinho Zanatta (PSD), eleito prefeito de Piracicaba.
O Painel tentou contato com Aguiar, que foi liberado após algumas horas, mas ele não atendeu a reportagem.
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Folha de São Paulo



