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Primeiro campeão pela Williams, Alan Jones morre aos 80 anos

O automobilismo mundial perdeu nesta quinta-feira (5) um de seus nomes históricos. O ex-piloto australiano Alan Jones morreu aos 80 anos, poucos dias depois de completar oito décadas de vida, na última segunda-feira (2). A informação foi comunicada pela família e divulgada pela agência de notícias AFP.

Jones entrou para a história da Fórmula 1 ao se tornar o primeiro piloto a conquistar o Mundial de Pilotos pela Williams, em 1980. Sua contribuição foi fundamental para consolidar a escuderia britânica entre as principais forças da categoria e iniciar uma trajetória de conquistas que marcaria as décadas seguintes.

Em homenagem ao australiano, a Williams destacou a relação construída com o fundador da equipe, Frank Williams, e com o engenheiro Patrick Head, além da importância do título mundial conquistado em apenas sua quarta temporada na Fórmula 1.

“Alan foi fundamental para tornar a Williams o que ela é hoje, formando um vínculo extraordinário com Frank Williams e Patrick Head, para se tornar nosso primeiro campeão mundial de pilotos, apenas em nossa quarta temporada na Fórmula 1”, afirmou a equipe em comunicado.

A escuderia também ressaltou o legado deixado pelo ex-piloto e a influência sobre os competidores que defenderam suas cores posteriormente.

“Ele estabeleceu o padrão para os campeões da Williams: um piloto rápido e intransigente, com mentalidade de desafiante, que amava o automobilismo e dedicou sua vida a ele”, acrescentou a equipe.

\’Lamentamos profundamente o falecimento do campeão mundial Alan Jones. ‘Jonesy’ estreou na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Espanha de 1975 com a equipe Hesketh, antes de conquistar o título mundial em 1980 ao lado de Frank Williams em sua equipe homônima. Um piloto feroz e um espírito competitivo incansável. Descanse em paz.”, publicou o perfil oficial da Fórmula 1.

O título histórico de 1980

O principal capítulo da carreira de Alan Jones foi escrito na temporada de 1980. Ao volante da Williams FW07, o australiano venceu cinco das corridas daquele campeonato, nos Grandes Prêmios da Argentina, França, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. O desempenho garantiu o título mundial de pilotos com uma etapa de antecedência.

A conquista também teve importância coletiva: naquele mesmo ano, a Williams faturou seu primeiro Mundial de Construtores, iniciando uma trajetória vitoriosa na Fórmula 1.

Jones chegou à equipe em 1978, depois de conquistar sua primeira vitória na categoria, no Grande Prêmio da Áustria de 1977, quando defendia a Shadow. Antes disso, havia estreado na principal categoria do automobilismo em 1975, pela Hesketh.

A adaptação à Williams e o desenvolvimento do modelo FW07 foram determinantes para a ascensão da equipe. Em 1979, o australiano já havia demonstrado sua força ao vencer quatro corridas na parte final da temporada e terminar o campeonato na terceira colocação.

Em 1981, Jones voltou a disputar o título e terminou como vice-campeão, em uma temporada marcada pela disputa com o brasileiro Nelson Piquet. O australiano encerrou sua trajetória na Fórmula 1 em 1986.

Números e legado na Fórmula 1

Ao longo de sua passagem pela categoria, Alan Jones disputou 116 Grandes Prêmios e acumulou 12 vitórias, seis pole positions e 24 pódios. Ele foi o segundo australiano a conquistar o Mundial de Pilotos, repetindo o feito de Jack Brabham.

Até hoje, Jones permanece como o último piloto da Austrália a conquistar o título mundial de Fórmula 1.

Nascido em Melbourne, o ex-piloto mudou-se para a Inglaterra em 1970, determinado a construir uma carreira no automobilismo europeu. A aposta deu resultado e o levou ao topo da principal categoria do esporte a motor.

Família destaca paixão pelo automobilismo

A esposa de Alan Jones, Amanda Butler-Davis, também prestou uma homenagem ao ex-piloto e ressaltou que sua importância vai muito além dos resultados conquistados nas pistas.

“Ele dedicou sua vida ao automobilismo, construindo um legado que continuará vivo através das inúmeras pessoas que tocou ao longo do caminho. Por meio de suas conquistas, paixão e caráter inconfundível, tanto dentro quanto fora das pistas, Alan deixou uma marca duradoura no esporte, nacionalmente e em todo o mundo”, declarou.




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