A estratégia de Lula para desviar foco de seu principal problema na campanha

No VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes, o colunista do Radar Robson Bonin avaliou que Luiz Inácio Lula da Silva tenta construir uma agenda positiva para a campanha enquanto enfrenta o desgaste provocado pelas investigações envolvendo seu filho, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Na análise do colunista, a movimentação política do presidente tem como objetivo tirar do centro do debate as revelações que vêm atingindo seu entorno. (este texto é um resumo do vídeo acima)
O que Lula estaria tentando colocar no lugar das denúncias?
Segundo Bonin, a estratégia é criar uma agenda positiva em torno de temas com apelo eleitoral. Para ele, porém, as propostas apresentadas nesse momento não teriam condições de produzir resultados concretos no curto prazo.
Bonin avaliou que a discussão sobre a “taxa das blusinhas”, por exemplo, voltou ao discurso político depois de o próprio governo ter criado a cobrança. Na visão do colunista, trata-se de um tema que se tornou “altamente impopular” por encarecer o comércio eletrônico. A retomada do assunto, portanto, serviria também para oferecer uma pauta eleitoral aos consumidores.
E por que a segurança pública entrou nesse movimento?
Na avaliação de Bonin, a mudança de discurso sobre segurança pública é particularmente significativa. Segundo ele, o debate sobre a PEC da Segurança já vinha sendo travado e o governo teria tido quase quatro anos para tratar do assunto como prioridade.
“Como a gente chegou na campanha eleitoral, a segurança pública é uma das questões prioritárias”, afirmou o colunista. Para Bonin, a adoção agora de um discurso mais incisivo sobre o tema evidencia uma mudança motivada pela disputa eleitoral.
O colunista também relacionou a discussão sobre terras raras à estratégia política de Lula. Segundo ele, o assunto está ligado à agenda de soberania defendida pelo presidente e representa também uma maneira de fazer oposição política a Donald Trump e atingir Flávio Bolsonaro.
Qual é o problema que Lula tenta tirar do foco?
Para Bonin, a resposta está nas investigações que envolvem Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro Santana, conhecido como Marcola.
Bonin apontou como um dos pontos mais delicados a relação da lobista com o então chefe de gabinete do presidente. Segundo ele, o servidor era “talvez o mais próximo do presidente Lula dentro do governo” e conhecia o funcionamento do gabinete presidencial.
Na avaliação de Bonin, o presidente enfrenta um dilema político: precisa se afastar das relações atribuídas a Lulinha e ao ex-assessor, mas não poderia simplesmente responsabilizar ou abandonar pessoas de seu círculo de confiança.
“Como é que ele vai negar esse negócio? E, ao mesmo tempo, como é que ele vai condenar o próprio filho e o próprio assessor que trabalhou com ele?”, questionou o colunista.
Bonin afirmou ainda que o PT acompanha o caso com preocupação diante da possibilidade de novos desdobramentos. Para ele, a complexidade das relações reveladas dificulta a estratégia de Lula de mudar o assunto da campanha.
A estratégia de Lula está funcionando?
Para Bonin, não. O colunista afirmou que o presidente “está precisando, na verdade, desviar o foco desse caso, tentar criar uma agenda positiva”, mas avaliou que isso tem se mostrado difícil. Na sua leitura, Lula estaria diante de uma espécie de “ausência de estratégia” para responder às revelações.
O motivo, segundo Bonin, é que o caso não se encerra em uma única denúncia. “Todos os dias tem alguma revelação nova” sobre as relações de Lulinha com a lobista e sobre os negócios que teriam sido tentados nos bastidores do governo, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Veja



