A nova aposta de Zuckerberg para tirar a Meta do atraso na IA

Tudo sobre Inteligência Artificial
Mark Zuckerberg apresentou uma nova estratégia para a Meta avançar na inteligência artificial: ampliar o acesso aos modelos e destinar mais recursos às comunidades próximas aos data centers da empresa.
Continua após a publicidade
Segundo o The Wall Street Journal, o plano inclui novos modelos de pesos abertos, propostas para políticas de segurança e um fundo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,08 bilhões) para comunidades locais.

Zuckerberg quer ampliar o acesso à IA
Em um manifesto, o CEO da Meta defendeu uma abordagem baseada na distribuição ampla da tecnologia. Para ele, concentrar sistemas avançados em empresas, governos ou outras instituições poderia aumentar o desequilíbrio de poder.
Se nossas crenças e princípios prevalecerem, então o equilíbrio de poder favorecerá os indivíduos e um futuro melhor para todos.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em trecho do manifesto.
A Meta ainda tenta alcançar Anthropic e OpenAI na corrida pelos modelos mais avançados. A empresa aposta em uma estratégia mais aberta justamente enquanto busca recuperar espaço nesse mercado.
Entre os principais pontos do plano estão:
- lançamento de novos modelos com pesos abertos;
- criação de um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades próximas aos data centers;
- propostas para testes de segurança de novos modelos;
- possibilidade de desenvolvedores destilarem modelos uns dos outros;
- maior participação do conselho da Meta nos critérios de segurança dos sistemas.
Dois novos modelos estão a caminho
A Meta lançará o Muse Glimmer, modelo cujos pesos poderão ser baixados pelos usuários. Nas próximas semanas, a empresa também pretende disponibilizar uma versão com pesos abertos do Muse Spark 1.2, seu modelo mais avançado.
A decisão alimenta uma discussão importante no setor: sistemas avançados de IA devem ser distribuídos abertamente ou permanecer sob controle de laboratórios que mantêm seus códigos restritos?
Zuckerberg também propôs que o governo dos Estados Unidos trabalhe com empresas na realização de testes de segurança de novos modelos. Outra ideia é permitir que desenvolvedores façam a destilação entre modelos.

Data centers também entram no plano
A estratégia depende de uma grande expansão da infraestrutura de IA. A Meta prevê investir até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 736 bilhões) em gastos de capital neste ano, principalmente na construção de data centers. Até 2028, o planejamento chega a US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3,04 trilhões).
Leia mais:
A empresa também pretende direcionar mais recursos às comunidades próximas dessas instalações. Zuckerberg citou Richland Parish, na Louisiana, onde professores receberam bônus de US$ 50 mil (R$ 254 mil) financiados pelo aumento da atividade econômica perto do campus de data center da Meta.
Continua após a publicidade
“Todos nós nos beneficiaríamos ao descobrir juntos os acordos comunitários necessários para permitir um desenvolvimento sustentável em todo o país”, afirmou Zuckerberg.
A movimentação ocorre em meio à crescente oposição à construção de data centers nos Estados Unidos e à cobrança de investidores por retornos mais rápidos sobre os investimentos da Meta em inteligência artificial.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Olhar Digital



