Política

A nova baixa na chapa do PL no Rio

O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), desistiu da candidatura a vice-governador do Rio na chapa encabeçada pelo deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa. Ele desembarcou da chapa após conversas com o adversário, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), favorito na corrida ao Palácio Guanabara.

É o terceiro desfalque no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, o berço do bolsonarismo. Os dois candidatos a senador na chapa do PL, o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), abriram mão das candidaturas pressionados por investigações da Polícia Federal. A convenção do PL será no próximo sábado, 25, e o partido corre contra o tempo para definir os palanques antes do prazo final para registrar os candidatos.

Em nota, o diretório estadual do PP afirmou que a decisão de Rogério Lisboa foi “estritamente pessoal”. “O PP-RJ ressalta que Rogério Lisboa mantém profunda admiração, respeito e amizade por Douglas Ruas, reconhecendo sua trajetória pública, sua capacidade de liderança e sua dedicação ao estado do Rio de Janeiro”, diz a manifestação.

Quando as negociações para a montagem das chapas se intensificaram, no início do ano, Lisboa era cotado para vice de Paes. Em uma reviravolta, ele acabou no lado adversário depois que o ex-prefeito do Rio recuou do flerte com o PP, selou uma aliança com o MDB e anunciou a advogada Jane Reis, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, como sua vice.

Cacique do MDB no Rio, Washington Reis vinha espalhando que seria candidato ao governo, mas desistiu da candidatura porque não conseguiu reverter a inelegibilidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento foi adiado e o desfecho tende a ser desfavorável para ele. O emedebista então indicou a irmã para disputar ao lado de Paes.

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Embora não tenha experiência de gestão, Jane tem um sobrenome forte na Baixada Fluminense e conhece os bastidores da política. Sempre trabalhou nas campanhas da família e na prestação de contas das candidaturas dos irmãos. Além disso, é casada com um pastor da Assembleia de Deus, o que é considerado um ativo importante para a campanha de Paes.

Na época, coube ao então vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), braço-direito de Eduardo Paes, dar a notícia a Lisboa. Os dois conversaram pessoalmente na casa do ex-prefeito de Nova Iguaçu. Paes também chegou a telefonar para Lisboa, pedindo compreensão e que o diálogo continuasse, mas com o espaço cedido ao MDB na chapa as conversas esfriaram. O fato de o partido participar de uma federação com o União Brasil, fiel ao PL no Rio, já complicava as negociações, que foram retomadas neste mês em caráter totalmente reservado.

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