A ofensiva de Ricardo Couto sobre autarquia envolvida em esquema de R$ 86 milhões

O desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, deu mais um passo na reformulação do Instituto Rio Metrópole, que foi alvo de uma operação do Ministério Público estadual por suspeitas de corrupção em contratos de R$ 86 milhões.
O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia do governo estadual responsável por gerenciar projetos na Região Metropolitana. O órgão passa por uma reestruturação administrativa. As mudanças foram publicadas nesta quarta-feira, 22, no Diário Oficial e incluem a exoneração de 30 servidores comissionados, a troca de dois diretores e a suspensão de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria.
A reorganização acontece depois que Roberto Lisandro Leão, secretário de Governo e do Gabinete de Segurança Institucional, assumiu interinamente a presidência do órgão. A nova gestão foi instalada após a operação que prendeu ex-dirigentes do IRM.
O Ministério Público denunciou onze pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro. Um dos denunciados é Davi Perini Vermelho, o Didê, então presidente do instituto, que foi preso. Segundo o MP, valores pagos a empresas contratadas foram transferidos para uma entidade usada como fachada para saques em espécie.
Entre as nomeações anunciadas agora está a do arquiteto e urbanista Vicente Loureiro para a Diretoria de Desenvolvimento Metropolitano Integrado. Loureiro é especialista em planejamento urbano e desenvolvimento metropolitano.
A portaria publicada nesta quarta também determina a suspensão do pagamento de todos os contratos em vigor no IRM até o fim de uma auditoria conduzida por um grupo de trabalho formado por representantes da autarquia e da Controladoria-Geral do Estado. O prazo para a conclusão do pente-fino é de 30 dias.
A medida amplia a tentativa do governo interino de Ricardo Couto de responder à crise aberta no órgão. O Palácio Guanabara identificou indícios de irregularidades por meio de auditoria da CGE e do GSI e encaminhou relatórios ao Ministério Público.
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