Política

A reação de Augusto Cury após cair nas pesquisas eleitorais

Augusto Cury contestou, durante sabatina no programa Veja em Foco, a queda de sua intenção de voto apontada em pesquisas eleitorais e afirmou que os números não correspondem ao que tem observado em suas viagens pelo país. O candidato do Avante à Presidência disse acreditar que haverá uma “grande surpresa” em 4 de outubro e afirmou suspeitar de uma interferência dos algoritmos das redes sociais sobre o alcance de conteúdos relacionados à sua campanha. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Por que Cury contesta a queda nas pesquisas?

Ao ser questionado sobre a redução de sua intenção de voto depois de ter aparecido em terceiro lugar em levantamentos anteriores, Cury respondeu que, em sua avaliação, parte das oscilações está dentro da margem de erro.

O candidato também disse que sua percepção nas ruas é diferente daquela apresentada pelos levantamentos. “É estranho. Onde eu vou, por exemplo, se eu vou numa feira, se eu vou no Mercado Municipal de São Paulo, se eu vou em qualquer outro estado, Rio Grande do Sul, se eu vou em Minas, agora nós vamos para o Nordeste. O que tem de pessoas nos abraçando coletivamente, dizendo que vão votar em mim? É uma coisa surpreendente.”

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O que Cury espera do resultado da eleição?

Cury afirmou acreditar que o resultado das urnas poderá surpreender. “Eu acho que dia 4 de outubro nós vamos ter uma grande surpresa”, disse.

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Na sequência, relacionou essa expectativa à existência, segundo ele, de eleitores que não manifestam publicamente sua intenção de voto. “Muito provavelmente porque há milhões, dezenas de milhões de pessoas silenciosas que não se expressam”, afirmou.

O que Cury afirma ter acontecido nas redes sociais?

O candidato disse que sua campanha teve forte crescimento no número de postagens sobre sua candidatura a partir de agosto. Segundo ele, foram cerca de 1.200 publicações sobre seu nome e sua candidatura, número que teria passado para mais de 48 mil.

Cury afirmou ainda que, naquele período, seu reconhecimento como candidato cresceu. Segundo ele, antes da expansão das publicações, entre 5% e 10% dos eleitores sabiam que o escritor Augusto Cury também era candidato à Presidência. Depois, esse percentual teria chegado a 35%.

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Por que Cury fala em sabotagem?

Segundo o candidato, depois desse aumento de alcance houve uma mudança na distribuição dos conteúdos. “Aí veio o algoritmo. Ele barrou de maneira cruel”, afirmou.

Cury disse que passou a receber relatos de pessoas que associavam a redução do alcance a uma tentativa de prejudicar sua candidatura. “Várias pessoas têm me dito que era para derrubar a minha candidatura”, afirmou.

Ele também disse que o engajamento de seus conteúdos teria caído de mais de 3% para 0,7%.

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O candidato afirmou que procurou a imprensa nacional e internacional e que sua campanha apresentou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral para solicitar uma auditoria independente.

Cury disse que considera pouco transparente o funcionamento dos algoritmos. “Você não sabe o que está lá”, afirmou. Para ele, a falta de clareza sobre as regras de distribuição dos conteúdos representa um problema para o debate democrático.

Qual é a crítica de Cury ao funcionamento das plataformas?

O candidato ampliou a crítica para o impacto dos algoritmos sobre influenciadores e sobre a polarização política. Segundo ele, a distribuição desigual de conteúdos faz com que criadores tenham de recorrer à polêmica e à agressividade para aumentar as visualizações.

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Cury também defendeu maior remuneração para pequenos e médios influenciadores e afirmou que as plataformas deveriam ampliar o alcance desse grupo.

Para o candidato, o funcionamento dos algoritmos deveria ser submetido a regras mais claras. “Nem nós sabemos o que ocorre lá. E na democracia, as leis, as regras têm que ser claras, senão não há democracia”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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