A resposta da AtlasIntel ao TSE após pesquisa suspensa

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Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender divulgação da última pesquisa a presidente da República da AtlasIntel, o CEO do instituto, Andrei Roman, afirmou que levantamentos passados foram alvos tanto da esquerda quanto da direita. Nesta segunda-feira, 8, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu parcialmente ao pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), que reclamou da reprodução junto a alguns entrevistados do áudio em que o pré-candidato pede dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”. No X, Roman, que é cientista político, escreveu que, “ao longo do tempo, muitos tentaram atacar a reputação da AtlasIntel quando os resultados não convinham”.
Ele segue na postagem dizendo que o instituto foi atacado pela esquerda quando mostrou Jair Bolsonaro e Donald Trump “fortes em 2022”. O mesmo acorreu, segundo ele, só que por parte da direita, quando o AtlasIntel antecipou a derrota de Viktor Orbán na Hungia. “A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo”, diz Roman, concluindo. “Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais, e é justamente isso que vai continuar acontecendo”.
A pesquisa no centro da polêmica foi publicada há quase três semanas. Pela decisão de Nunes Marques, a Atlas não poderá “promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa” até que o plenário do TSE avalie o caso. O ministro, embora não tenha ainda analisado o levantamento, diz que a manutenção da sua divulgação poderia “potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral”. Se não houver irregularidades, os resultados poderão voltar a ser veiculados.
Os números mostravam Flávio em queda num segundo turno contra o presidente Lula (PT) após as conversas com Vorcaro virem à tona.
Conversa de Flávio e Vorcaro
Em nota, a AtlasIntel afirma que a situação será esclarecida “a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada”. O texto ressalta que “a pesquisa foi realizada sem que o áudio objeto da controvérsia fosse reproduzido aos respondentes durante a aplicação do questionário”.
O questionário principal, diz a Atlas, foi concluído e submetido “antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual” e sem “indução aos entrevistados”. O áudio só foi utilizado, de acordo com o instituto, após o encerramento definitivo do questionário e com os participantes sendo redirecionados para uma página separada, onde registravam suas reações às falas.
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