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Aécio usa bandeira de campanha de Lula em disputa pelo Senado

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Adversário histórico do PT, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) tem utilizado uma das principais bandeiras de campanha de Lula como mote de seu projeto político para as eleições deste ano. Candidato ao Senado por Minas Gerais, o tucano vem defendendo que, se for eleito, votará pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano e foi encaminhada para o Senado, onde aguarda para ser apreciada pela Casa. Quando tramitou pela Câmara, o texto recebeu voto favorável de Aécio. Foram 461 votos a favor e somente 19 contrários.

O parlamentar está usando as redes sociais para alardear a ideia de que está engajado em aprovar essa proposta desde que ela chegou na Câmara. Aécio prometeu também continuar empenhado na causa se for eleito ao Senado.

“Votei a favor do fim da escala 6×1 quando esse projeto foi votado na Câmara dos Deputados. Agora, no Senado, vou manter essa posição e votar novamente pelo fim da escala 6×1. Quem trabalha merece mais tempo para descansar, cuidar da família e ter qualidade de vida”, escreveu o deputado no X.

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A estratégia de Aécio é colar a imagem dele a um projeto que tem grande apelo popular na tentativa de abrir vantagem na corrida pela vaga ao Senado. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Datafolha, 71% dos brasileiros apoiam a PEC que estabelece a redução da jornada de trabalho.

Na disputa pelo Senado em Minas, Aécio Neves aparece tecnicamente empatado com seus adversários. De acordo com o último  levantamento divulgado pelo Datafolha, o tucano aparece com 11% das intenções de voto – dois pontos percentuais atrás de Marília Campos, candidata do PT, que tem 13%. Carlos Viana (PSD), candidato à reeleição, também aparece com 11%.

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Além de ser filiado ao PSDB, um partido que até o surgimento de Jair Bolsonaro rivalizava com o PT as disputas presidenciais, Aécio é um adversário histórico dos petistas após 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff, então candidata à reeleição.

Na ocasião, o tucano questionou o resultado das eleições, afirmando que sua adversária venceu “faltando com a verdade”. Dois anos depois, em 2016, Aécio, então senador, foi um dos 61 parlamentares a votar pelo impeachment da petista.

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