Ala tucana se rebela contra apoio a Tarcísio e quer lançar Aníbal ao governo de SP

Uma ala do PSDB de São Paulo, que reúne alguns dos quadros “históricos” do partido, iniciou uma articulação para lançar candidatura própria ao governo estadual. O nome escolhido é o do ex-senador José Aníbal.
Procurado pelo Painel, Aníbal não quis se manifestar, mas sinalizou a aliados que aceitaria ser candidato.
O grupo está insatisfeito com a tendência hoje da direção da legenda de apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O desafio será conseguir aprovar a candidatura própria na convenção tucana, marcada para 28 de julho.
“O PSDB governou o estado de São Paulo após vencer várias eleições seguidas, o que significa uma aprovação popular. Não se justifica o partido sequer apresentar candidatura a governador”, diz o ex-vereador Mario Covas Neto, filho do ex-governador Mário Covas.
Segundo ele, o partido quer oferecer uma alternativa à polarização entre Tarcísio e o ex-ministro Fernando Haddad (PT). “Não é uma articulação contra ninguém, é a favor do PSDB e do estado de São Paulo”, diz Covas Neto.
Ex-secretário na gestão Covas, Goro Hama é outro que participa da articulação. “Passamos 27 anos governando São Paulo, as pessoas estão indignadas com o fato de não termos candidato”, afirma.
O grupo reúne também militantes de base e de diretórios zonais da capital e municipais do estado. Um abaixo-assinado em defesa da ideia está sendo planejado.
O PSDB chegou a flertar com a candidatura própria até o mês passado, que seria encabeçada por Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André. No entanto, Serra, que também preside o diretório estadual do partido, desistiu e disputará mandato de deputado federal. Procurado pelo Painel, ele disse que não está ciente da articulação.
Uma dificuldade para os entusiastas da ideia é vencer a disputa na convenção. O partido está sendo administrado por uma comissão provisória, ligada a Serra, que tende ao apoio a Tarcísio.
A esperança é ter apoio do Cidadania, partido com o qual o PSDB forma uma federação, e que também tem poder de decidir a questão.
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Folha de São Paulo



