Aos 42 anos, Thiago Oliveira passa por cirurgia após apresentar programa ao vivo na Globo

O apresentador Thiago Oliveira, de 42 anos, passou por uma cirurgia na noite de sábado, 31. Logo depois de comandar o programa É De Casa, que é exibido ao vivo na Globo, ele viajou para São Paulo e foi direto para o hospital para ser internado.
O comunicador realizou uma cirurgia de remoção da vesícula. O procedimento já estava agendado desde que ele teve uma crise que o impediu de trabalhar no programa de TV. Ele passou por exames e recebeu a orientação médica de remover a vesícula.
A cirurgia não teve intercorrências e durou cerca de 50 minutos. Agora, ele já está em recuperação e deverá voltar ao trabalho na próxima quarta-feira. “Deu tudo certo, graças a Deus. Ontem, eu saí do programa no Rio de Janeiro e vim direto para o hospital. Fiz a minha cirurgia. Foi uma cirurgia que já estava programada há praticamente um mês. Tirei a vesícula. Meu médico, que me acompanha há muitos anos, me orientou neste momento. Não à toa, naquele sábado que eu não consegui apresentar o programa, foi uma crise absurda que eu tive, que até então não sabia. Depois eu tive que internar para fazer todos os exames possíveis e imagináveis. Com a avaliação do doutor, a gente achou melhor tirar a vesícula. Foi tudo bem“, disse ele.
E completou: “Fiz a cirurgia no sábado mesmo, às 20h, foi uma cirurgia rápida, uns 40 ou 50 minutos. Demorei para acordar da anestesia porque, além da anestesia, teve o cansaço. Agora é, com todo o cuidado e cautela, vida normal. Alimentação que eu faço todos os dias, sempre meu arroz e frango desfiado. Volto ao trabalho na quarta-feira“.
Por fim, ele deixou um conselho para os fãs: “Sempre consulte o seu médico e faça o checkup porque, antes de eu ter uma crise violenta, a gente resolveu fazer o que foi feito“.
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Por que é necessário retirar a vesícula?
A cirurgia para retirada da vesícula biliar, conhecida como colecistectomia, é um procedimento indicado principalmente para pessoas que apresentam cálculos biliares, popularmente chamados de pedras na vesícula, e desenvolvem sintomas ou complicações em decorrência do problema. Embora a presença dessas pedras nem sempre represente uma ameaça à saúde, em determinadas situações a cirurgia é recomendada para evitar crises recorrentes de dor, inflamações e até complicações que podem atingir outros órgãos do sistema digestivo.
A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado abaixo do fígado. Sua principal função é armazenar e concentrar a bile, líquido produzido pelo fígado que participa da digestão das gorduras. Quando substâncias presentes na bile, como o colesterol e a bilirrubina, se acumulam e formam cristais, podem surgir os cálculos biliares.
De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos (NIDDK), a colecistectomia é o tratamento mais comum para pessoas que apresentam pedras na vesícula com manifestações clínicas. Um dos sintomas mais característicos é a cólica biliar, que costuma provocar dor na região superior direita do abdômen, abaixo das costelas. O desconforto também pode se espalhar para as costas ou para a região do ombro direito. Náuseas e vômitos podem acompanhar as crises.
A cirurgia também pode ser necessária quando os cálculos provocam complicações, como a colecistite, que é a inflamação da vesícula biliar. O quadro geralmente está relacionado à obstrução do canal por onde a bile sai do órgão, provocando acúmulo de líquido e processo inflamatório.
Outra situação que exige atenção é quando uma pedra deixa a vesícula e obstrui os canais biliares. Dependendo da localização, a obstrução pode provocar icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, além de alterações na urina e nas fezes.
Como é feita a cirurgia de retirada da vesícula?
A colecistectomia pode ser realizada por videolaparoscopia, técnica considerada a abordagem mais utilizada, ou por cirurgia aberta, dependendo das condições do paciente e da avaliação da equipe médica.
Na videolaparoscopia, o cirurgião realiza pequenas incisões no abdômen e utiliza uma câmera e instrumentos específicos para retirar a vesícula. Por ser menos invasiva, essa técnica costuma permitir uma recuperação mais rápida em comparação com a cirurgia convencional.
Na operação aberta, é necessário realizar uma incisão maior para acessar o órgão. Essa abordagem pode ser indicada em determinadas situações, como quando existe inflamação intensa, infecção ou dificuldade técnica para realizar o procedimento por laparoscopia.
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