Saída de Flávio Bolsonaro da Argentina teve ajuda de agentes dos EUA, diz jornal

A saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos teria contado com uma operação organizada em território argentino, com a participação de representantes americanos e o apoio de integrantes do governo de Javier Milei.
Segundo reportagem publicada pelo jornal argentino Clarín, agentes estrangeiros chegaram a assumir temporariamente o controle de parte do aeroporto de Puerto Iguazú para viabilizar o embarque do senador e de sua família.
O jornal afirma que a operação envolveu pelo menos quatro aeronaves privadas e contou com a coordenação do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os aviões teriam sido utilizados para oferecer rotas alternativas e dificultar a identificação de qual deles transportaria a família Bolsonaro.
As informações foram atribuídas pelo Clarín a fontes não identificadas. A reportagem descreve uma atuação direta de representantes estrangeiros dentro do aeroporto argentino, incluindo um ex-integrante da agência americana de combate às drogas, a DEA.
De acordo com o periódico, funcionários da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), da imigração e da alfândega argentina foram afastados de parte dos procedimentos relacionados à partida. A movimentação teria permitido que os responsáveis pela operação organizassem o embarque sem a participação habitual desses órgãos.
A reportagem também aponta o envolvimento de integrantes do governo argentino. Segundo o Clarín, Milei determinou que seu assessor Santiago Caputo viajasse à província de Misiones, onde fica Puerto Iguazú, para acompanhar os preparativos.
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