Aos 67 anos, ex-integrante de banda famosa mora em refúgio com piano de 1887 e instrumento raro

O cantor e ator Paulo Miklos, ex-integrante dos Titãs, já abriu as portas de sua casa no Morumbi, bairro de São Paulo, para mostrar detalhes da decoração e objetos que marcaram sua trajetória pessoal e profissional. Em uma visita apresentada pela Casa Vogue, o músico revelou um imóvel repleto de instrumentos, obras de arte, móveis antigos e recordações de décadas dedicadas à música.
A residência foi apresentada em uma reportagem publicada em 2019, quando Miklos vivia no local com sua esposa, a produtora Renata Galvão. O casal participou das escolhas de decoração e buscou reunir peças que representassem suas histórias, criando ambientes voltados ao conforto, à convivência e à criação artística.
Entre os destaques da casa está um piano de 1887, cuja história teve papel importante na escolha do imóvel. O instrumento, localizado próximo à entrada da residência, passou por uma restauração de seis meses antes de integrar a decoração.
Refúgio de Paulo Miklos reúne objetos históricos e lembranças da carreira
Durante a visita, Paulo Miklos mostrou a sala de estar, que combina móveis contemporâneos com antiguidades e objetos herdados da família. Parte das peças pertenceu à avó do músico, Violeta, que administrou durante décadas uma loja de abajures.
O ambiente reúne um sofá espaçoso, poltronas, luminárias e obras de arte. Entre os itens expostos está um quadro do artista plástico José Roberto Aguilar, que trabalhou com Miklos e Arnaldo Antunes na Banda Performática.
Outro objeto que chama atenção é um cartaz do Festival de Jazz de Montreux, realizado em 1988, na Suíça. Na ocasião, os Titãs participaram do evento, que deu origem ao álbum ao vivo Go Back.
A decoração também inclui uma coleção de discos de vinil, que ajuda a contar a história musical do artista. Além disso, Miklos mantém um violão na sala, facilitando o contato com a música mesmo nos momentos de descanso.
Um dos móveis utilizados pelo casal foi desenhado pelos próprios moradores. A mesa servia como espaço para reuniões e discussões de projetos profissionais, incluindo a leitura de peças teatrais e o planejamento de produções musicais.
Piano de 1887 é um dos destaques da casa
Um dos elementos mais curiosos da residência é o piano de meia cauda de 1887. Em entrevista à Casa Vogue, Miklos e Renata contaram que a necessidade de encontrar espaço para o instrumento influenciou diretamente a escolha da casa.
“A gente procurou uma casa onde coubesse o piano. Essa é a verdade”, revelaram à publicação.
O músico explicou que o instrumento estava em um apartamento no oitavo andar de um prédio no Rio de Janeiro. Inicialmente, a dificuldade para transportá-lo fez com que desistisse da aquisição, mas Renata insistiu na ideia.
Após receber um vídeo da antiga proprietária tocando bolero, Miklos decidiu ficar com o piano. O instrumento precisou ser içado para deixar o apartamento e passou por um processo de restauração que durou seis meses.
Casa também abriga instrumento que pertenceu a músico internacional
No andar superior, Paulo Miklos apresentou um espaço dedicado à criação musical e à preservação de objetos de sua carreira. O ambiente reúne guitarras, violões, bandolim, banjo e uma coleção de pedais de efeitos sonoros.
Entre os instrumentos guardados no local está um trompete que pertenceu ao músico norte-americano Chet Baker, um dos nomes conhecidos do jazz.
As paredes e prateleiras da residência também exibem discos de ouro, discos de platina e troféus conquistados ao longo da trajetória artística de Miklos.
Na escada, outro objeto remete à carreira do cantor, desta vez no cinema: o cartaz de O Invasor, filme de 2001, dirigido por Beto Brant, que marcou sua estreia como ator.
O andar superior ainda conta com um ambiente mais silencioso, utilizado pelo músico para compor e desenvolver novas canções.





Caras



