As metas ambiciosas do PL para as eleições à Câmara e ao Senado

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O PL do presidenciável Flávio Bolsonaro traçou metas ambiciosas para o desempenho eleitoral de seus candidatos nas corridas por assentos na Câmara dos Deputados e no Senado. Ainda que o grande objetivo seja levar o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto — cenário visto como o único que tiraria o capitão reformado da prisão domiciliar e garantiria sua liberdade — , a legenda projeta aumentar suas bancadas nas duas Casas do Congresso e chegar forte para a disputa pelo comando do Poder Legislativo.
Em conversas com aliados nos últimos dias, o chefe do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, tem falado em eleger cerca de 105 deputados federais, igualando o recorde do PFL em 1998. Esse número representa 20% das 513 cadeiras na Câmara. Para o Senado, a meta é aumentar a bancada dos atuais dezesseis para 26 parlamentares, mantendo o título de agremiação com maior presença na Casa.
Na cúpula do PL, já se discute abertamente a hipótese de, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro nas urnas, eleger Rogério Marinho (PL-RN), que está no meio do mandato e coordena a campanha nacional, para a Presidência do Senado.
De olho no comando de dois dos três Poderes da República, Valdemar Costa Neto tem pregado a representantes do PL a necessidade de proceder com “muita habilidade política” ao se pronunciar sobre o Judiciário e suas autoridades. Em conversas reservadas, o cacique insiste que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal não é uma bandeira de seu partido. Será difícil sustentar o discurso, já que muitos candidatos da sigla ao Senado têm como principal promessa lutar pela cassação de integrantes da mais alta Corte do país, a começar por Alexandre de Moraes, visto como algoz de Jair Bolsonaro.
Ainda assim, Valdemar tenta manter portas abertas no STF e diminuir a indisposição no tribunal com a direita bolsonarista, ao mesmo tempo em que depende do capital político de figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira (MG), um dos mais vocais nos ataques ao Supremo.
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