Assistência a dependentes químicos: o novo climão entre auxiliares de Tarcísio e deputado do PT

Não foram bem recebidos dentro do governo de São Paulo os requerimentos do deputado estadual Ênio Tatto com questionamentos quanto ao processo de reinserção social de cidadãos em processo de recuperação de dependência química.
Auxiliares de Tarcísio de Freitas demonstraram incomodo com a indagação do petista sobre a provisão habitacional temporária como parte do processo em busca da autonomia e reinserção.
Eles explicam que a linha de cuidado integral a essa população é pautada pela intersetorialidade das políticas públicas, com atenção à saúde, assistência social, educação, geração de emprego e renda, além de encaminhamento habitacional, buscando promover a garantia de direitos em sua integralidade.
Dentro desse processo, a inserção dos cidadãos ocorre de maneira anônima e com acompanhamento técnico, pois o que se busca é a superação das vulnerabilidades sociais, a previsão de recaídas e o não retorno à vivência de rua.
Pontuam que os selecionados já passaram por amplo processo de acolhimento, trabalham e têm capacidade para custear as despesas básicas com as moradias.
Explicam que foram selecionadas, para ocupar moradias de destinação social desocupadas, mães solo, gestantes, famílias com filhos e pessoas com deficiência que possuam autonomia e não demandem cuidados permanentes de terceiros.
“É uma vergonha que uma política pública que colhe resultados nunca observados no acolhimento de grupos vulneráveis seja polemizada com fins contrários ao benefício da população atendida. E ainda mais que isso seja feito por grupos que sempre levantaram bandeiras sobre o processo de reinserção e recuperação dessa população. O que era só um discursinho, sem ação prática por esses grupos, se tornou realidade a partir de políticas integradas na gestão do governador Tarcísio”, afirma Marcelo Branco, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
Alinhada com o colega, a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, acrescenta que é dever do Estado desenvolver políticas públicas destinadas à proteção dos grupos em situação de maior vulnerabilidade social, como pessoas acometidas por transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, especialmente quando associada à situação de rua. “A questão que fica é: pessoas que venceram a dependência, trabalham, recuperaram sua autonomia e cumprem todas as condições para a reinserção social não têm o mesmo direito que qualquer cidadão de reconstruir suas vidas com dignidade?”.
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