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Atlético-GO presta apoio a Paulo Vitor após denúncia de racismo

O Atlético Goianiense se manifestou oficialmente em apoio ao goleiro Paulo Vitor após a denúncia de injúria racial registrada durante o empate por 2 a 2 com o Juventude, no último sábado (5), no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pela 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O caso ganhou grande repercussão e será investigado pelas autoridades competentes.

O que aconteceu com Paulo Vitor?

Segundo relato do atleta, um torcedor localizado próximo ao alambrado teria o chamado de “macaco” nos minutos finais da partida. Após ouvir a ofensa, Paulo Vitor comunicou imediatamente a arbitragem. O árbitro Ramon Abatti Abel acionou o protocolo antirracismo da CBF e da Fifa, realizando o gesto de “X” com os braços, procedimento previsto para denúncias dessa natureza.

Na súmula da partida, o árbitro registrou que o goleiro rubro-negro informou ter sido alvo de uma ofensa racial vinda da arquibancada. O documento também relata que o sistema de som do estádio foi utilizado para alertar o público sobre a denúncia, enquanto a polícia foi acionada para auxiliar na identificação do responsável.

Em nota oficial divulgada nas redes sociais e em seus canais institucionais, o Atlético-GO prestou solidariedade ao jogador e reforçou sua posição de combate a qualquer forma de discriminação. O clube classificou o episódio como uma prática inaceitável e cobrou rigor na apuração dos fatos, defendendo a punição dos envolvidos caso a denúncia seja confirmada.

O presidente Adson Batista também comentou o caso e demonstrou apoio ao goleiro, destacando a necessidade de ações efetivas para combater o racismo nos estádios brasileiros. O dirigente afirmou que o clube acompanhará de perto o andamento das investigações.

O gerente executivo do Atlético-GO, Júnior Mortosa, explicou que a ofensa ocorreu após Paulo Vitor sofrer uma falta e se dirigir para buscar a bola próximo ao setor onde estava o torcedor. Segundo ele, o atleta ficou bastante abalado com a situação, mas agiu rapidamente ao comunicar a arbitragem.

O Juventude informou que está colaborando com as investigações e que analisará as imagens do sistema de monitoramento do estádio para auxiliar na identificação do suspeito. Caso seja localizado, o torcedor poderá responder criminalmente por injúria racial, crime previsto na legislação brasileira.

A denúncia ocorre poucos meses após outro episódio semelhante registrado no Alfredo Jaconi, alimentando o debate sobre a necessidade de medidas mais rígidas para combater o racismo no futebol brasileiro.

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