Bailarino do Basileu França vai à competição na Suíça

O interesse de Arthur Henrique da Silva Bueno, de 16 anos, pelo balé começou diante da televisão. Aos seis anos, ao assistir a apresentações de bailarinas, o menino sentiu vontade de também dançar. O que começou como uma curiosidade na infância se transformou em um projeto de vida que o levou, ainda adolescente, a deixar o Rio Grande do Sul e se mudar para Goiânia em busca de formação na dança. Atualmente, aluno da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, ele conquistou uma vaga no Prix de Lausanne 2027, uma das principais competições internacionais de balé, realizada na Suíça.
Arthur está entre os quatro estudantes do Basileu França selecionados para a edição de 2027 do evento. Ao todo, sete brasileiros foram escolhidos para participar da competição, marcada para ocorrer entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro, na cidade de Lausanne.
A trajetória até a classificação também foi marcada por desafios fora dos palcos. Em entrevista ao Mais Goiás, Arthur conta que, por ser menino e escolher uma modalidade ainda cercada por estereótipos de gênero, já enfrentou comentários preconceituosos. Apesar disso, afirma que as críticas nunca foram suficientes para fazê-lo desistir.

“Já recebi inúmeros comentários preconceituosos, mas o amor pela dança nunca diminuiu”, relata.
O apoio da família, especialmente no início, também foi importante para que ele continuasse. Segundo o bailarino, a mãe recebeu a decisão de dançar com incentivo, e os familiares sempre estiveram ao seu lado durante a formação.
Mudança de cidade e rotina de dedicação
A mudança para Goiânia representou uma etapa importante na formação de Arthur. Longe dos amigos e de parte da família, ele passou a conciliar os estudos com uma rotina intensa de preparação no Basileu França, onde está há cerca de um ano. O bailarino avalia que a experiência contribuiu para sua evolução e abriu portas para novas possibilidades na dança.

De segunda-feira a sábado, o adolescente frequenta as aulas escolares pela manhã e dedica o restante do dia ao balé. Em geral, permanece na escola de dança das 14h às 22h. Nos intervalos entre ensaios e aulas, aproveita para estudar e dar conta das atividades escolares.
Apesar de considerar a mudança necessária para sua formação, Arthur aponta a distância das pessoas próximas como uma das maiores dificuldades do percurso. “Com certeza, ter que mudar de cidade e deixar todos meus amigos e família para trás”, afirma.
Classificação para o Prix de Lausanne
A vaga de Arthur foi conquistada durante a Pré-Seletiva Latino-Americana, realizada em junho. Para participar da avaliação, ele precisou gravar uma aula de balé e apresentar um solo de dança contemporânea. Depois, recebeu a confirmação da classificação por e-mail e também acompanhou o resultado pelo Instagram.
A notícia foi motivo de comemoração para o adolescente e para as pessoas que acompanharam sua preparação. Ele conta que ficou muito feliz com o resultado e que professores e familiares também demonstraram orgulho pela conquista.
O Prix de Lausanne reúne jovens bailarinos de diferentes países e funciona como uma oportunidade de aproximação com escolas e companhias internacionais de dança. A seleção coloca Arthur diante de uma experiência importante para quem pretende seguir carreira profissional na área.
Preparação para a competição
Com a vaga garantida, a preparação continua. Arthur descreve o processo como intenso, mas produtivo, e reconhece que ainda tem aspectos técnicos e artísticos a desenvolver. Entre eles, destaca a interpretação e a expressividade como pontos que pretende aprimorar.
O adolescente diz que tem interesse em diferentes companhias de dança e está aberto às oportunidades que possam surgir a partir da participação no evento. Mais do que a classificação, ele enxerga a viagem à Suíça como uma possibilidade de aprendizado e um passo importante para o futuro.
“Essa conquista significa uma oportunidade incrível e eu espero que isso seja só o começo da minha carreira na dança”, afirma.
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