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Brasil rouba bolas no ataque e vence Egito em último amistoso antes da Copa

O Brasil disputou na noite de sábado (6) seu último jogo antes da Copa do Mundo de 2026 e, como ocorreu nos duelos que antecederam as campanhas gloriosas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, venceu. No Huntington Bank Field, em Cleveland, a equipe triunfou sobre o Egito por 2 a 1, gols de Bruno Guimarães e Endrick.

O volante e o atacante aproveitaram duas das chances que apareceram em uma estratégia que tem funcionado no time de Carlo Ancelotti, a pressão no campo de ataque. Entre um lance e outro, houve um gol da formação africana em uma bola entregada por Marquinhos e uma preocupante lesão do lateral direito Wesley.

Os jogadores descansarão no domingo (7) e iniciarão na sequência a semana de sua estreia no Mundial, marcada para o próximo sábado (13), contra Marrocos, em East Rutherford. No Grupo C do torneio, a seleção vai enfrentar ainda o Haiti, no dia 19, na Filadélfia, e a Escócia, no dia 24, em Miami Gardens.

No amistoso em Cleveland, como tem ocorrido com frequência na era Ancelotti, deu certo a marcação no campo de ataque, na tentativa de roubar a bola perto da área. Em sete minutos de jogo, o Brasil já tinha obtido sucesso três vezes nesse tipo de desarme, duas delas com Ibañez. Na terceira, Bruno Guimarães aproveitou o vacilo de Lashin, ficou de frente para o gol e finalizou bem, no canto esquerdo.

Não demorou, no entanto, e a equipe que vestia azul devolveu o presente. Após um passe errado de Casemiro, aos 11 minutos, a bola acabou nos pés de Marquinhos, que errou de novo. Em recuo desastrado, o zagueiro deixou Ziko cara a cara com Alisson, que não pôde evitar o empate.

Houve, em seguida, outro momento preocupante. Aos 16, Wesley pôs a mão na virilha esquerda, acusou dor e foi cabisbaixo para o banco de reservas, substituído por Danilo. A expectativa é que ele passe por exames no retorno da delegação verde-amarela à sua base norte-americana, na região de Nova Jersey.

A troca não mudou a estrutura tática. Sem a bola, Paquetá e Raphinha ficavam nas pontas, montando com Casemiro e Bruno Guimarães a segunda linha de quatro marcadores. Com ela, tinham liberdade para trabalhar pelo centro. A faixa direita era ocupada pelo lateral –Wesley, depois Danilo–, e Vinicius Junior caía para a ponta esquerda.

Até a metade do primeiro tempo, o Brasil criou mais perigo roubando a bola do que trocando passes. Nos 20 minutos que antecederam o intervalo, porém, sobretudo pelo bom trabalho de Bruno Guimarães, as chances começaram a brotar em lances de construção coletiva.

Não fossem as notórias dificuldades de domínio do Igor Thiago –que recebeu duas vezes na frente do goleiro e se atrapalhou–, o time sul-americano teria ido ao intervalo em vantagem. O goleiro Shobeir também foi bem em finalizações de Vinicius Junior e Raphinha, mantendo a igualdade no marcador.

Na virada para a etapa final, como havia feito na goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, Ancelotti mudou quase tudo –desta vez, permaneceram em campo Danilo, Douglas Santos e Raphinha. E, também como havia ocorrido no amistoso anterior, a formação cheia de reservas não demorou a ir à rede.

Aos sete minutos, após uma bola perdida na ponta esquerda, a seleção executou o que tem feito tão bem, com pressão de Douglas Santos e Matheus Cunha. A bola ficou com Raphinha, que encarou a marcação, fintou o beque à sua frente e tocou para Endrick, que finalizou no canto esquerdo de Shobeir.

Ainda entraram Alex Sandro e Martinelli, observados por cerca de meia hora por Ancelotti, que agora viu tudo o precisava ver. Ou quase tudo, já que aguarda os exames de Wesley e ainda tem treinos para definir o Brasil que iniciará a Copa do Mundo de 2026.

Brasil 2 x 1 Egito

Brasil: Alisson (Weverton), Wesley (Danilo), Ibañez (Léo Pereira), Marquinhos (Bremer), Douglas Santos (Alex Sandro), Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos), Lucas Paquetá (Luiz Henrique), Raphinha (Gabriel Martinelli), Igor Thiago (Endrick) e Vini Junior (Matheus Cunha)

Egito: Shobeir; Hany (Tarek Alaa), Fathi, Yasser Ibrahim, Fatouh (Hafez), Lasheen (Ashour), Attia (Zizo), Trézéguet (Abdelmonem), Ziko (Adel), Hassan (Salah) e Marmoush (Abdelkarim)

Gols: Bruno Guimarães (6º, Brasil), Ziko (10º, Egito), Endrick (51º, Brasil)

Cartões amarelos: Marquinhos e Hany

Público: 64.311 espectadores

Árbitro: Adonai Escobedo (MEX)

Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)


Esporte / Folha de São Paulo

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