AgroCultura

Cacau recua em Nova York com indicação de aumento na oferta

O preço do cacau registrou queda pela segunda sessão consecutiva na bolsa de Nova York. Nesta quarta-feira (5/8), os papéis da amêndoa para setembro caíram 0,71%, cotados a US$ 5.882 a tonelada.

As cotações responderam hoje ao aumento da produção em Gana, segundo maior produtor mundial de cacau. Informações do órgão regulador do país divulgadas pela Barchart mostram que a safra local deve crescer 25,6% na temporada 2025/26, para 750 mil toneladas.

Esses dados tem impacto de curto prazo para os contratos na bolsa, já que as preocupações em torno do El Niño ainda devem provocar novas altas para as cotações no futuro. Analistas já projetam queda tanto na safra de Gana quanto na Costa do Marfim, diante da influência do fenômeno sobre o clima nessas regiões.

O preço do café registrou ligeira alta, com investidores ainda atentos ao atraso na colheita da safra no Brasil. Os contratos do arábica para dezembro subiram 0,86%, para US$ 3,1145 a libra-peso.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) interrompeu uma sequência de cinco altas em Nova York. Na sessão de hoje, os contratos para setembro fecharam em baixa de 1,25%, a US$ 1,5770 a libra-peso.

O açúcar se manteve valorizado na bolsa de Nova York, com cenário de aperto na oferta, já que as previsões indicam um déficit para a safra global em 2026/27. Os lotes do demerara para outubro fecharam em alta de 0,73%, a 15,15 centavos de dólar a libra-peso.

Nos negócios do algodão na bolsa americana, os contratos com vencimento em dezembro subiram 0,68%, a 83,02 centavos de dólar a libra-peso.


Globo Rural

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo