Cacau sobe em Nova York com possível restrição na oferta

O preço do cacau avançou na bolsa de Nova York no início da semana diante dos possíveis impactos para as vendas da safra em Gana, segundo maior produtor de amêndoas do mundo. Os lotes para dezembro fecharam em alta de 1,04% nesta segunda-feira (14/9), para US$ 6.023 a tonelada.
A consultoria Barchart destacou que os futuros ainda são direcionados por medidas anunciadas pelo governo de Gana na semana passada. O órgão regulador da indústria cacaueira do país propôs um aumento de 6% na remuneração dos produtores para a safra 2026/27.
“Esse aumento pode levar os produtores de Gana a reterem as vendas e buscarem preços mais altos por seu cacau”, disse a consultoria, em boletim.
Uma eventual retenção das vendas poderia limitar a oferta de amêndoas no curto prazo, exatamente no momento em que os países iniciam a colheita da nova temporada.
O algodão fechou a sessão bolsa de Nova York com preços em queda. Os lotes para dezembro recuaram 1,75%, a 84,55 centavos de dólar a libra-peso.
O café reverteu parte das baixas na última sessão e avançou em dia de ajuste técnico. Os contratos do arábica para dezembro se valorizaram 1,68%, a US$ 2,9050 a libra-peso.
O açúcar se desvalorizou em Nova York diante de ajustes técnicos. Os lotes do demerara com entrega para março de 2027 fecharam em queda de 0,37%, a 19,06 centavos de dólar a libra-peso.
Globo Rural


