Cadê o Cavani? Fora da Copa, atacante do Uruguai é dono de marca de vinhos

Após ser protagonista do Uruguai em quatro edições da Copa do Mundo – 2010, 2014, 2018 e 2022 –, Edinson Cavani está fora da seleção sul-americana pela primeira vez. O experiente atacante de 39 anos anunciou a aposentadoria da equipe comandada por Marcelo Bielsa em 2024 e, atualmente, defende apenas o Boca Juniors, da Argentina.
Nesta segunda-feira (15/6), data em que a La Celeste estreia no Mundial diante da Arábia Saudita, às 19h (de Brasília), o uruguaio vai acompanhar à distância a caminhada do time no Grupo H, que conta ainda com Espanha e Cabo Verde.
Mas, além da torcida por uma vitória no primeiro compromisso em busca do tricampeonato, ele divide a rotina, antes voltada apenas ao futebol, com o agronegócio. É que há dois anos, o jogador lançou a Cavani Wines, marca de vinhos finos que se consolidou como um de seus principais empreendimentos fora dos gramados.
Os cinco rótulos, comercializados por $U 2.300 cada, valor equivalente a R$ 300, são produzidos em parceria com duas vinícolas centenárias do Uruguai, a Carrau e a Fazenda Giacobbe, e representam, segundo Cavani, “uma homenagem à herança dos povos indígenas”.
“Eles capturam a essência da minha profunda conexão com a natureza e o meu respeito pelos dons que ela nos concede. Cada vinho é uma história, como a minha, desde o primeiro dia em que o futebol me conectou, assim como sempre me conectei com a natureza e a paisagem do meu amado país”, diz.
Um detalhe curioso é a silhueta do atacante estampada nas garrafas. A imagem reproduz o tradicional gesto de lançamento de uma flecha, comemoração que o acompanha ao longo da carreira e se tornou marca registrada.
São cinco rótulos que compõem a coleção do ex-atacante da seleção uruguaia: Premium Tannat, Premium Blend (uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat), Premium Merlot, Cabernet Franc e Petit Manseng.
O atacante uruguaio, considerado um dos maiores artilheiros em atividade, foi peça importante da seleção nas últimas quatro edições da Copa do Mundo ao lado de Luís Suárez, que também desfalca a La Celeste em 2026. Ao todo, somou cinco gols em 17 partidas.
O melhor resultado conquistado em campo foi o quarto lugar na Copa de 2010, na África do Sul. Depois, em 2014, no Brasil, acabou eliminado nas oitavas de final, chegou às quartas em 2018, na Rússia, e não passou da fase de grupos em 2022, no Catar.
Globo Rural



