Campanha de Lula deve pedir que TSE reconsidere suspensão de propaganda com ‘currículo de Flávio’

A campanha do presidnete Lula (PT) pretende pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que reveja a decisão de suspender a propaganda eleitoral que listava acusações que pesam contra Flávio Bolsonaro (PL) em formato de currículo.
Nas redes sociais, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a peça se baseia em fatos noticiados contra Flávio. Entre os casos citados, estão a denúncia feita contra ele por lavagaem de dinheiro e vínculo com organização criminosa e seu envolvimento com as fraudes do Banco Master.
“Acatamos a liminar da Justiça Eleitoral que determinou a retirada do ar do material audiovisual que apresenta o currículo do candidato Flávio Bolsonaro, mas estudamos um pedido de reconsideração”, escreveu ele.
Na decisão do TSE, a ministra Estela Aranha disse que “o conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política admissível”.
“As publicações não se restringem à manifestação de opinião ou ao debate público acerca de posições políticas, mas constroem narrativa que imputa ao candidato envolvimento com organizações criminosas, mediante técnica de associação indireta e encadeamento de fatos, sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”, afirmou a ministra.
Intitulada “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda diz que o candidato foi “funcionário fantasma”, “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha” e “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”.
Ao recorrer ao TSE contra a peça, a campanha de Flávio afirmou que ele nunca respondeu a procedimento relacionado a suspeita de que ele tenha sido funcionário fantasma, e que a acusação não tem qualquer lastro com os fatos.
Também disse que não há condenação contra ele no caso da rachadinha, e que a denúncia oferecida pelo Ministério Público foi arquivada pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), “de modo que o uso do termo ‘denunciado’, no tempo presente, criaria falsa percepção de existência atual de processo criminal em curso”.
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Folha de São Paulo



