Centrais sindicais preferem manter transição da 6×1 para evitar retorno de PEC à Câmara

Apesar de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sugerir acabar com a transição para o fim da escala 6×1, as centrais sindicais preferem manter o texto como está pelo receio de que a PEC tenha que voltar para a Câmara dos Deputados, se sofrer mudanças.
A proposta prevê a aplicação do fim da escala 6×1 60 dias após a promulgação da lei, com redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais valendo depois do período de um ano.
Essa transição foi acertada após um acordo entre o governo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e os empresários, que pediam, inclusive, mais tempo para se adaptar.
O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, se reuniu com Alcolumbre nesta quarta-feira (1º) e com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
Ele elogiou a condução do presidente do Senado, lembrou que ele sempre atuou em defesa dos trabalhadores e está confiante de que agora não será diferente.
Interlocutores de Alcolumbre dizem que há grandes chances de ele despachar a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda antes do recesso.
Apesar disso, as discussões sobre o tema devem se concentrar apenas em agosto, quando o Congresso volta do recesso parlamentar. Mesmo em meio ao calendário eleitoral, as centrais vão pressionar para que a PEC seja promulgada ainda em agosto.
“Seria importante mandar para a CCJ nos próximos dias para iniciar as discussões. Depois, pensar num calendário palpável, talvez aprovar na primeira quinzena de agosto e garantir a promulgação no mesmo mês”, disse Neto ao Painel.
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Folha de São Paulo



