Cinco estados concentram eleitorado indeciso que pode definir disputa Lula x Flávio, mostram pesquisas

A eleição presidencial pode ser definida por cinco estados onde, neste momento, nenhum dos dois principais candidatos tem vantagem consolidada, na avaliação do cientista político Fábio Vasconcellos. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul concentram taxas de eleitores indecisos acima da média nacional e, por isso, podem ter peso decisivo na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno. (este texto é um resumo do vídeo acima)
A conclusão faz parte de uma análise do núcleo de dados de VEJA+, apresentada por Vasconcellos no VEJA em Foco, programa apresentado por Marcela Rahal. O levantamento reúne os resultados das pesquisas Quaest de intenção de voto realizadas em 23 estados na última semana de agosto. Segundo o cientista político, que é o autor do estudo, enquanto algumas regiões apresentam maior consolidação das preferências, essas cinco unidades da Federação combinam uma disputa mais apertada com um número maior de eleitores que ainda não definiram o voto.
Por que esses estados podem fazer diferença?
Na leitura de Vasconcellos, o ponto central não é apenas quem aparece à frente, mas o grau de definição do eleitorado. Onde a intenção de voto já está mais consolidada, uma parcela menor dos eleitores pode mudar de posição. Nos estados destacados por ele, ocorre o contrário: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem próximos, ao mesmo tempo em que há mais eleitores ainda sem uma escolha definida.
“São áreas que hoje a indecisão do eleitor apresenta uma taxa superior à média nacional”, afirmou o cientista político.
O que mudou em relação à eleição de 2022?
A comparação com o primeiro turno de 2022 ajuda a dimensionar a mudança apontada no mapa atual. Naquele ano, Jair Bolsonaro venceu em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Minas Gerais foi vencido por Lula, embora, segundo Vasconcellos, com uma diferença pequena.
Agora, de acordo com a análise apresentada no programa, Flávio Bolsonaro não tem a mesma segurança de repetir nos quatro primeiros estados o desempenho obtido pelo pai.
E o que acontece em Minas Gerais?
O estado aparece como a exceção dentro desse grupo. Lula venceu ali tanto no primeiro quanto no segundo turno de 2022, mas Vasconcellos ressalta que as margens foram pequenas. No cenário atual, segundo sua análise, o presidente também não teria uma vantagem assegurada.
O cientista político relacionou esse quadro a uma mudança no comportamento eleitoral mineiro identificada em análises anteriores do programa. Segundo ele, Minas vem apresentando um movimento mais acentuado em direção a um voto de direita nas últimas eleições.
Onde o voto já está mais consolidado?
O contraste aparece principalmente quando o mapa é ampliado para outras regiões. No Nordeste, Vasconcellos observa a manutenção de um padrão favorável a Lula, com intenção de voto elevada e uma taxa de indecisão considerada baixa nos estados pesquisados.
O mesmo princípio vale para os estados nos quais Flávio Bolsonaro aparece na liderança. De acordo com o cientista político, a proporção menor de eleitores indecisos também indica maior consolidação da preferência nesses locais.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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