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Com salário de US$ 100 mil, atriz ficou quase 1 ano no hospital e conta como condição não a impediu de ficar milionária

Com salário de US$ 100 mil por episódio na série Emily em Paris, da Netflix, a atriz Ashley Park surpreendeu ao revelar um detalhe de sua vida pessoal. Em um depoimento sincero, ela contou como foi viver com câncer por quase um ano de sua vida na adolescência e como a condição não afetou a sua dedicação para se tornar uma atriz de sucesso, que tem uma fortuna estimada em US$ 9 milhões.

Ashley, que tem 35 anos, passou parte de sua adolescência cuidando da saúde. Ela tinha apenas 15 anos de idade quando foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda, que é um tipo de câncer no sangue e na medula óssea. A estrela teve que iniciar o tratamento intensivo rapidamente.

A atriz contou que ficou quase um ano internada em um hospital no Michigan, Estados Unidos, para realizar seis ciclos de quimioterapia e transfusões de sangue e plaquetas quase diariamente. “Meu tratamento exigia, na verdade, que todas as células do meu corpo fossem eliminadas, incluindo as células cancerígenas. Então, a única maneira de reconstruir meu corpo foi por meio de doações de sangue. Fiquei realmente isolada por cerca de oito meses”, disse ela.

A importância da doação de sangue

Inclusive, Ashley Park destacou a importância da doação de sangue e como isso salvou a sua vida. “Percebi que minha única interação com outras pessoas acontecia por meio das transfusões de sangue. Provavelmente há centenas, se não milhares, de pessoas na comunidade local de Ann Arbor que doaram seu sangue para mim; posso afirmar, de forma bem concreta, que eu não estaria aqui hoje se não fosse por elas”, afirmou.

Ela contou que a doação de sangue é uma forma simples de ajudar quem mais precisa. “Acho que todos foram afetados de alguma forma — se não pessoalmente, então indiretamente — pelo câncer ou por doenças graves. E acredito que, às vezes, é difícil sentir que se pode fazer algo concreto; perguntamos a nós mesmos: ‘O que posso fazer pessoalmente para ajudar alguém?’. Esta é, sem dúvida, uma maneira de alguém desempenhar um papel vital na vida de outra pessoa e fazer parte de algo maior do que si mesmo. Francamente, antes de descobrir essa campanha, eu nem havia pensado em todas as pessoas que ajudaram a salvar minha vida. Compreender que pessoas dedicaram 10 minutos do seu dia apenas para doar uma parte de si mesmas a mim, mesmo sem saber que a doação chegaria até mim. Naquela época, o foco era apenas sobreviver a cada dia e superar cada momento. Agora, ao refletir, percebo o impacto incrível que isso tem sobre uma única pessoa. Significa muito para mim”, afirmou à People.

Ashley Park – Foto: Getty Images

O que é a leucemia mieloide aguda?

A leucemia mieloide aguda, também conhecida pela sigla LMA, é um tipo de câncer grave que afeta as células do sangue e a medula óssea. Conhecida por sua evolução rápida e agressiva, essa condição exige diagnóstico ágil e início imediato do tratamento para aumentar as chances de resposta positiva e controle da doença.

A medula óssea é o tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos, responsável por fabricar as células sanguíneas: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Na leucemia mieloide aguda, ocorre uma mutação genética nas células tronco mieloides, que passam a se multiplicar de forma desordenada e descontrolada.

Essas células doentes, chamadas de blastos ou células leucêmicas, são imaturas e não conseguem cumprir suas funções defensivas. Ao se acumularem rapidamente na medula óssea, elas impedem a produção normal das células saudáveis, desencadeando complicações graves em pouco tempo.

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