Como operação que mirou candidato ao Senado abala planos de Flávio e Ruas na Região Metropolitana do RJ

Alvo de operação da Polícia Federal (PF) contra uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União-RJ) não foi escolhido para esta missão por mero acaso. Ascendente na Região Metropolitana, mais especialmente na Baixada Fluminense, Canella saltou aos olhos do bolsonarismo por garantir uma parcela relevante do eleitorado em um município onde a ex-ministra Daniella Carneiro e o marido dela, Waguinho (ambos do Republicanos), arrastam votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Canella e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP-RJ), que foi escolhido para vice de Douglas Ruas (PL-RJ) ao governo, seriam uma espécie de “antídoto” aos nomes aliados de Eduardo Paes e Lula na Baixada.
Agora, o PL defende a saída de Canella da disputa ao Senado.
O favorito para substituí-lo pela federação União-PP é o ex-secretário de Segurança Pública do Rio Felipe Curi. Com boa popularidade junto ao bolsonarismo por defender a pauta da segurança, Curi não teria a força político-administrativa na Baixada Fluminense que Canella possui.
E é aí que mora o problema: cabia a Canella a responsabilidade de articular palanques para Flávio e Douglas Ruas na região metropolitana. Agora, a associação ao nome dele deve ser usado pelos aliados de Lula para associar bolsonaristas a operações policiais e desvios.
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