Economia

Conselho da Meta aponta falhas recorrentes em moderação eleitoral no Brasil

O Conselho de Supervisão da Meta, órgão de fiscalização das práticas internas da plataforma, emitiu declaração nesta terça-feira, 20, em que afirma estar preocupado com “falhas recorrentes” na moderação de conteúdo relacionado às eleições no Brasil. A nota cobra medidas para garantir a liberdade de expressão e cita medida da companhia que derrubou a conta de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No comunicado, o grupo cobra transparência e diz que a rede social comete erros ao afrouxar o cumprimento de regras ou ao aplicá-las com rigor excessivo, como teria feito com o petista.

“Da mesma forma, a aplicação excessiva das políticas antifraude da Meta contra as contas de anúncios do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas”, diz o texto.

A Meta admitiu falha técnica que retirou a conta de anúncios da campanha de Lula após os mecanismos de controle da empresa enquadrarem equivocadamente um anúncio como possível publicação fraudulenta sobre programa governamental.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cobriu explicações após ação movida pela chapa do presidente, a plataforma também reconheceu “incidente técnico de alcance global” que teria bloqueado a contabilização de visualizações de posts no dia 7 de outubro, de 1h50 às 19h49.

Mas afirmou se tratar de erro ocorrido em todo o mundo e que não teve impacto maior sobre perfis associados a partidos de esquerda.

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Essas falhas suscitaram alegações por parte de apoiadores de Lula de que a empresa tem interferido nas eleições. O Conselho de Supervisão da Meta cita essas acusações ao cobrar melhorias de procedimentos internos.

“Desde a remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos EUA antes das eleições de meio de mandato até restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato à presidência no Brasil, levando a alegações de interferência eleitoral, fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a liberdade de expressão política seja protegida, em vez de reprimida.”

Infomoney

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