Política

‘Contra a vontade popular’: PT denuncia Câmara de Almirante Tamandaré que arquivou caso de violência de vereador bolsonarista

O processo de cassação contra o vereador Denys Moraes (PRD) na Câmara Municipal de Almirante Tamandaré (PR) foi arquivado. A decisão foi tomada nessa terça-feira (27), quando os 11 vereadores presentes na sessão votaram por unanimidade contra o recebimento da denúncia. O PT do Paraná, em nota, afirmou que o legislativo municipal “se acovardou”.

O pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar foi protocolado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A representação ocorreu após a repercussão de imagens do dia 17 de outubro de 2026, que mostravam o vereador utilizando a haste de uma bandeira para quebrar o vidro traseiro de um veículo durante um ato político pró-Flávio Bolsonaro (PL), no Centro de Curitiba (PR).

O PT afirma que a Câmara votou pela “autopreservação” e que não há dúvidas, a partir das imagens, quanto à autoria da agressão. “Existem momentos em que prevalece o cretinismo parlamentar: a representação política se descola de seus representantes e passa a decidir e legislar contra a vontade popular”, afirma a nota.

O documento também declara que houve “acordo e respaldo para além do legislativo local” e que o legislativo passa a defender interesses antipopulares quando sobreposto pelo executivo.

Todos os vereadores que votaram na sessão escolheram rejeitar a denúncia, resultando no arquivamento por unanimidade. Aldnei Siqueira (Solidariedade), Catarina Júnior (MDB), Célia Aparecida Czorne Ziliotto (Democracia Cristã), Claudinho Zoinho (MDB), Everson Lambão (Republicanos), Henrique Goinski (Democracia Cristã), Paulão (PSD), Polaco (Solidariedade), Professor Vanderlei (Podemos), Rodrigo Pavoni (PSD) e Roque Luiz (Republicanos) estavam presentes e votaram.

Fábio Guerra Correa (Podemos), presidente da Câmara, não registrou voto. Ferrugem (MDB), Sidnei Trevisan (DC) e Amauri Lovato (PSD) não estavam presentes.

Como a votação pelo encerramento do caso foi unânime, a denúncia foi rejeitada de forma imediata. O arquivamento direto dispensou a necessidade de criação de uma Comissão de Ética para investigar o episódio. Denys Moraes estava impedido de votar.

Com a rejeição da denúncia pela Câmara Municipal, o processo no âmbito do legislativo foi formalmente encerrado, e o parlamentar não enfrentará punições internas ou risco de perda de mandato por este procedimento.




Brasil de Fato

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo