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Crime chocante: Grávida de 8 meses, famosa atriz foi brutalmente morta em casa

Na madrugada de 9 de agosto de 1969, o mundo e a indústria do entretenimento testemunharam um dos crimes mais chocantes da história recente: o assassinato da atriz e modelo Sharon Tate, aos 26 anos. Casada com o cineasta Roman Polanski e grávida de oito meses e meio de seu primeiro filho, a artista foi covardemente morta dentro de sua casa em Bel Air, Los Angeles, por seguidores do fanático Charles Manson.

O massacre não apenas encerrou de forma trágica a vida de uma estrela em ascensão, mas também marcou o fim simbólico do movimento de “paz e amor” que definira a década de 1960 nos Estados Unidos.

O que aconteceu?

Naquela noite, Sharon reuniu amigos próximos na mansão que alugava com Polanski, que estava na Europa trabalhando na pré-produção de um filme. Estavam presentes o cabeleireiro Jay Sebring, a herdeira Abigail Folger e o roteirista Wojciech Frykowski, além do jovem Steven Parent, morto ao acaso quando saía do local.

Inspirados pelas delírios de Manson sobre uma suposta guerra racial iminente (“Helter Skelter”), quatro integrantes da seita, Tex Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Linda Kasabian, invadiram a propriedade armada com facas e revólver.

Todas as vítimas foram rendidas e submetidas a uma violência desmedida no interior da residência. Grávida de oito meses e meio, Sharon implorou pela vida de seu bebê, oferecendo-se para ser mantida como refém até o nascimento da criança. Alheios aos apelos, os invasores a golpearam 16 vezes e usaram seu sangue para pichar a palavra “PIG” (“Porco”) na porta de entrada da casa antes de fugirem.

Prisão, julgamento e desfecho

A investigação da Polícia de Los Angeles permaneceu estagnada por semanas, espalhando uma onda de pânico por Hollywood. O caso só começou a ser solucionado após Susan Atkins se gabar do crime para colegas de cela em uma prisão local, onde cumpria pena por outro delito.

Em 1971, Charles Manson e os executores diretos foram julgados e condenados à pena de morte. No entanto, com a mudança na legislação da Califórnia no ano seguinte, as penas foram comutadas para prisão perpétua. Manson permaneceu encarcerado até sua morte por causas naturais, em novembro de 2017.

A carreira de Sharon Tate

O assassinato de Sharon Tate transformou profundamente os protocolos de segurança de celebridades e a cobertura de imprensa em Los Angeles. A memória da atriz permaneceu viva em biografias, livros de investigação e obras cinematográficas.

Recentemente, a história ganhou uma releitura em “Era Uma Vez em… Hollywood” (2019), longa de Quentin Tarantino no qual a atriz Margot Robbie interpreta Sharon em uma narrativa alternativa que homenageia sua vida e legado artístico.

Leia também: Verdadeira causa da morte de Gloria Menezes vem à tona

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