Política

Debate da Folha/UOL ao Senado começa com embate entre Salles e André do Prado por vaga à direita

André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo) trocaram acusações logo na primeira pergunta feita durante o debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, promovido por Folha e UOL, nesta segunda-feira (21).

Salles respondeu a uma pergunta sobre extração ilegal de madeira na região amazônica, justificando que nem toda madeireira é ilegal, quando André do Prado afirmou que o caso, no Supremo Tribunal Federal (STF), está com o ministro Alexandre de Moraes.

André disse que Salles tem “medinho” de Moraes e, por isso, não teria assinado pedidos de impeachment do ministro. O candidato do Novo rebateu as acusações e acrescentou que “funcionários petistas do Ibama” montaram uma farsa, que foi como se referiu ao processo no qual é réu, e disse que a “PF do Lula” acoberta Lulinha.

Além de André do Prado e Guilherme Derrite, também participam do evento as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP). Os cinco foram convidados por liderarem as pesquisas para o cargo.

André e Salles voltaram a debater entre si quando o primeiro foi questionado sobre sua relação com o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), preso na semana passada em uma operação que investiga envolvimento do PCC no setor de transportes da capital paulista.

O deputado estadual afirmou não ter nenhuma relação pessoal com Milton Leite, apenas política e partidária, enquanto Salles o acusou de ser ligado ao centrão.

Marina, Tebet, André e Derrite aparecem tecnicamente empatados no mais recente Datafolha sobre o Senado. As duas primeiras apresentam 13% das intenções de voto, enquanto André tem 11%, e Derrite, 10%.

Salles aparece atrás, com 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ex-ministras de Lula, Marina e Tebet representam a ala governista que tenta conquistar as duas cadeiras que estão em disputa nesta eleição. Em oposição, André do Prado, Derrite e Ricardo Salles correm pela direita.

O Senado é visto como estratégico por quadros bolsonaristas porque pode pautar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Entre os candidatos de esquerda, conquistar o máximo de vagas é importante para conseguir aprovar as pautas de um eventual quarto mandato do presidente Lula (PT), que tenta a reeleição.

O debate repete o formato organizado por Folha e UOL nas eleições à Prefeitura de São Paulo em 2024, com duração de duas horas e banco de tempo de 15 minutos para cada candidato, com perguntas de jornalistas dos dois veículos e embate direto entre candidatos.

Folha de São Paulo

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