Política

‘Decepcionado’ com o PL, vice é trunfo de Renan Santos na pauta da segurança

O pré-candidato à presidência do Missão, partido criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), apresentou formalmente nesta sexta-feira, 3, em São Paulo, o seu vice, o coronel reformado da Polícia Militar do Rio Grande do Sul, Aroldo Medina. Durante o evento, o outsider Renan Santos contou que escolheu o colega de chapa durante um evento do Missão, ao qual o militar foi para conhecê-lo. Na ocasião, ele tentou dar para o fundador do MBL uma das medalhas de honra ao mérito que recebeu pela sua atuação profissional. Os dois não se conheciam.

“Era um caminho natural, que já estava acontecendo. Tinha que bater o sangue, dar uma química aqui entre eu e ele”, disse Renan. No entanto, o nome do coronel pode ser um trunfo importante na pauta da segurança pública e para acenar ao eleitorado militar e policial, segmentos nos quais há um predomínio do bolsonarismo.

Eu gostaria de ter uma figura de origem militar, porque o combate ao crime organizado e a guerra contra o crime é central, e eu não sou identificado como esse cara. De fato, nunca participei de uma troca de tiros na minha vida”, disse o pré-candidato, complementando em seguida: “Ter uma dupla, em que eu cuido das obrigações civis, como presidente da República, e um vice que ajuda a coordenar essas forças para um enfrentamento militar organizado, fez muito sentido”.

Durante o evento, Medina bateu continência para Renan e, bastante emocionado, elogiou o pré-candidato, reforçando o potencial de dialogar com o eleitorado militar. “Com a moral que tenho, sou 100% ético, 100% responsável e reconheço esses mesmos valores no Renan, honestidade e integridade. Eu me comunico com o melhor da polícia brasileira, militar e civil.” O coronel foi filiado ao PL de Jair Bolsonaro e concorreu a vários cargos eletivos, mas disse que deixou a sigla por se sentir “decepcionado” com a atuação do ex-presidente na pandemia e “boicotado” no repasse de verbas para campanhas.

“Ao longo do governo (de Bolsonaro), vendo tudo aquilo que aconteceu na pandemia, por exemplo, vários erros estratégicos cometidos, principalmente com relação à saúde pública, e no exemplo que um chefe de nação deve dar para o seu povo, eu fui me decepcionando. Em 2024, concorri a vereador em Porto Alegre, pelo PL. Fui boicotado. Não me colocaram na televisão, talvez por eu ser um homem independente. Não me guio por vaidades, muito menos por aspirar algum benefício pela candidatura”, disse nesta sexta. 

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