São Luís e Região

Delegado prende mulher com 27 passagens criminais

Um delegado da Polícia Civil que estava de folga terminou a noite de quarta-feira (9) prendendo uma mulher suspeita de furtar objetos de dentro de um caminhão no Setor São Francisco, em Goiânia. O flagrante aconteceu depois que moradores do condomínio onde o policial mora avisaram, em um grupo de mensagens, que uma mulher conhecida por furtos na região estava dentro de um caminhão estacionado próximo ao prédio (veja o vídeo abaixo). Segundo a Justiça, ela tem 27 passagens criminais pela polícia.

O delegado Carlos Eduardo Florentino da Cruz recebeu a mensagem por volta das 22h45 e decidiu verificar a situação. Ao chegar ao local, encontrou a mulher dentro do caminhão.

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De acordo com o delegado, que filmou a abordagem, a suspeita tentou inicialmente convencer que estava no veículo porque havia feito um programa com o motorista. O delegado, porém, determinou que ela saísse do caminhão. Nesse momento, ela pegou objetos que já havia retirado do veículo e tentou fugir.

Houve perseguição, e o delegado conseguiu alcançá-la e algemá-la. Com a mulher foram encontrados uma sinaleira, o controle da plataforma do caminhão, um alicate, uma cinta laranja, um chapéu de palha e uma lanterna. Os objetos pertenciam à vítima, proprietária do veículo. 

Conhecida por furtos na região

Segundo as informações repassadas à Polícia Civil, a mulher já era conhecida por moradores por supostamente praticar furtos nas proximidades do condomínio.

Conforme o relato registrado no caso, ela teria histórico de crimes na região, incluindo arrombamentos de veículos. Segundo as informações policiais mencionadas no caso, ela acumula 27 passagens pela polícia.

A mulher tem 34 anos e foi presa em flagrante por furto qualificado, praticado durante o repouso noturno.

O histórico da suspeita também envolve questões de saúde. Durante a audiência de custódia, a defesa chamou atenção para o histórico de internações psiquiátricas da mulher.

Tornozeleira

Após a prisão, a mulher passou por audiência de custódia na quinta-feira (10). O Ministério Público não pediu a prisão preventiva e se manifestou pela concessão da liberdade provisória com medidas cautelares. A defesa, feita pela Defensoria Pública, também pediu que ela respondesse em liberdade. 

O juiz Flávio Pereira dos Santos Silva, de Aparecida de Goiânia, homologou o flagrante, mas não converteu a prisão em preventiva. Na decisão, explicou que não poderia determinar a prisão preventiva por iniciativa própria, já que não houve pedido do Ministério Público ou representação da autoridade policial. 

Por outro lado, o magistrado considerou que a liberdade sem restrições seria inadequada diante dos indícios de que a mulher estaria em situação de rua e da necessidade de garantir sua vinculação ao processo. Por isso, determinou o uso de tornozeleira eletrônica. 

Além do monitoramento eletrônico, ela deverá manter endereço e telefone atualizados, não se envolver em novos crimes e comunicar previamente à Justiça caso precise permanecer fora da comarca por mais de oito dias. 

A decisão determina ainda que ela seja encaminhada ao Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (APEC) para acolhimento e encaminhamento à rede de proteção social. 


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